Tijuca levanta discussão sobre disputa por terras indígenas, com 16 nativos no último carro a entrar na Avenida

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RIO — A Unidos da Tijuca traz para a Avenida a discussão sobre a demarcação e exploração de terras indígenas. O último carro da escola, chamado "A Maldade de Yurupari Avança Sobre a Floresta", conta com a presença de 16 indígenas de variadas tribos como uma forma de chamar a atenção para os problemas vividos nas regiões onde vivem.

Na linguagem dos povos indígenas, Yurupari é o próprio mal, que dá origem a outros demônios. Na representação da alegoria, os indígenas estão ali como guerreiros para lutar contra este mal e defender seus povos e suas terras.

Vindo da Tribo Guajajara, do Maranhão, Ana Lúcia Guajajara espera, além de representar sua etnia, colocar em evidência os problemas enfrentados pelos nativos do Brasil nos últimos anos.

— Eu estou feliz por estar aqui representando os Guajajaras, mas também encaro como uma missão. Lutar contra Yurupari é uma batalha de todos os povos indígenas do Brasil e precisamos de ajuda, por isso é importante estar aqui e que todos nos vejam e entendam a mensagem — afirmou.

Integrante da Tribo Mawe, que seria a que originalmente batizou o mal com o nome de Yurupari, Madson Hipólito vem à frente do carro representando o fogo na luta contra o mal. Mal esse que ele conhece bem, pois já viu conhecidos perderem a vida na luta pela preservação das terras indígenas no norte do país.

— É importante demais vir aqui trazer essa mensagem. Essa luta é antiga e sempre recebemos notícias de integrantes da tribo que perderam a vida direta ou indiretamente devido a disputas de terras. Nosso povo vem sofrendo muito nos últimos anos — afirmou.

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