TikTok e Instagram são as principais fonte de notícia dos adolescentes

Adolescentes estão usando as redes sociais como principal fonte de notícias
Adolescentes estão usando as redes sociais como principal fonte de notícias
  • TikTok viu público em busca de notícias crescer em poucos anos;

  • Apesar de popular, aplicativo não é considerado confiável;

  • Variedade de opiniões é um dos principais fatores da mudança.

Um levantamento do Ofcom (Office of Communications, ou Escritório de Comunicações, em tradução livre), órgão regulatório das telecomunicações do Reino Unido, revelou que os adolescentes do país estão preferindo utilizar as mídias sociais na hora de acompanhar as notícias, em vez dos meios de comunicação tradicionais, como o jornal ou a televisão.

Para os adolescentes entre 12 a 15 anos o Instagram é a principal fonte de notícias. A rede de fotos e vídeos da Meta é seguida de perto pelo TikTok e pelo YouTube, ambos com 28%.

O TikTok, por outro lado, é campeão no crescimento de usuários que o utilizam como fonte de informações. Em 2020 apenas 800 mil adultos do Reino Unido afirmaram utilizar a rede social chinesa como fonte primária de notícias. Em 2022 esse número aumentou para 3,9 milhões.

De acordo com as descobertas, metade da base de consumidores de notícias no TikTok tem entre 16 e 24 anos, e afirmam que recebem as notícias de "pessoas que seguem", ao invés de organizações de notícias.

Contudo, a confiança que as pessoas depositam nesse meio ainda é baixa. Enquanto metade dos usuários do YouTube e Twitter acham que as informações nessas plataformas são confiáveis, menos de um terço (30%), confiam no conteúdo visto no TikTok.

Fontes tradicionais perdem espaço

O relatório da Ofcom analisou também o número de jovens que consomem notícias de meios tidos como mais tradicionais, como os canais televisivos.

A BBC One e BBC Two, que historicamente sempre foram populares entre os adolescentes, possuem agora somente a atenção de 24% da juventude britânica, uma queda significativa em relação aos 45% registrados há cinco anos. Além disso, apenas 9% da parcela entre 12 e 15 anos coloca esses canais como sua fonte de notícia mais importante, frente a 14% em 2021.

"É cada vez mais improvável que os adolescentes de hoje peguem um jornal ou sintonizem o noticiário da TV, preferindo manter-se atualizados percorrendo seus feeds sociais”, afirmou Yih-Choung Teh, diretor do grupo de estratégia e pesquisa da Ofcom.

“Embora os jovens considerem as notícias nas mídias sociais menos confiáveis, eles avaliam esses serviços mais altamente por oferecerem uma variedade de opiniões sobre as histórias atuais do dia”, analisou.

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