TikTok, aplicativo que mais cresce no mundo, vai triplicar receita publicitária este ano

O TikTok deve triplicar suas receitas com publicidade este ano, chegando a US$ 12 bilhões, segundo estimativas da empresa de pesquisas eMarketer.

Será um salto em relação aos R$ 4 bilhões de 2021 e o que torna a rede social uma ameaça cada vez mais concreta ao duopólio Google/YouTube e Facebook/Instagram.

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Mas, dez anos depois de ser lançado e três anos após começar a aceitar anúncios, a plataforma de crescimento mais acelerado no mundo tem diversificado seu modelo de negócios em outras frentes.

Aumentou a remuneração paga a produtores de conteúdos (atraindo, assim, cada vez mais influencers para a rede), entrou no mercado de distribuição de músicas e produção de games, inclusive com assinaturas, e avançou no e-commerce, no que pode se tornar uma ameaça à gigante Amazon.

App mais baixado em 2021, a rede social de vídeos curtos chinesa tem mais de um bilhão de usuários ativos no mundo inteiro. Seu alcance ainda é significativamente menor do que o do Facebook (2,9 bilhões de usuários) e do que o Instagram (2 bilhões), ambos da Meta.

Mas seu engajamento é muito superior. O usuário médio dos Estados Unidos gasta 29 horas por mês no TikTok, bem mais do que no Facebook (16 horas) e do que no Instagram (8 horas), segundo dados da Data.ai. Os números comprovam o diagnóstico dos especialistas: o algoritmo do TikTok é muito mais viciante – ou competitivo, diante dos rivais.

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Chama a atenção também o crescimento acelerado da plataforma. A marca de US$ 12 bilhões em receitas publicitárias estimada para este ano ocorre apenas três anos depois de o TikTok ter aceitado anúncios em seus vídeos curtos. E já supera os ganhos de Twitter e Snap juntos.

A chinesa ByteDance, dona do TikTok, chegou a US$ 58 bilhões em receitas totais no ano passado, um crescimento de 69%. A Meta, dona de Facebook e Instagram, faturou mais que o dobro – US$ 118 bilhões - porém viu esse montante crescer só 37% em 2021.

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E a plataforma chinesa tem se mostrado cada vez mais lucrativa. No centro da economia da atenção, só agora o TikTok está remunerando à altura (estratosférica) a popularidade de quem viraliza na plataforma.

- O TikTok definitivamente mudou minha vida em 100% - conta Alyssa McKay.

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Aos 22 anos, ela ganha mais de US$ 100 mil por ano com seus vídeos curtos na plataforma. Marcas como Coach, Netflix e Amazon Prime são alguns dos anunciantes que pagam para serem visto pelos 9 milhões de seguidores de Alyssa McKay, muitos adolescentes e pré-adolescentes que nem sabem o que é o Facebook.

Antes da fama, Alyssa McKay tinha um emprego em tempo parcial numa loja de sorvetes à base de iogurte em Portland, Oregon, onde ganhava o piso salarial local, o suficiente para ajudar a pagar as mensalidades da faculdade.

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Ela estreou no TikTok em 2018, fazendo vídeos curtos com dublagens de cenas de TV. Este ano, ela acaba de se mudar para seu primeiro apartamento com seu cachorro, também famoso na rede.

A contrapartida da remuneração aos influencers é uma cobrança cada vez maior pelos anúncios postados na rede. Segundo documento ao qual a Bloomberg teve acesso, marcas pagam até US$ 2,6 milhões para um anúncio por um dia no TopView da plataforma, ou seja, o primeiro vídeo que aparece no feed do usuário quando ele abre o aplicativo. É quase quatro vezes o que o TikTok cobrava um ano atrás.

Para se ter uma ideia, um anúncio de 30 segundos no Super Bowl, final do futebol americano que é o evento mais esperado da TV aberta nos Estados Unidos, custa US$ 6,5 milhões.

- TikTok é a TV da geração Z (os nascidos no fim dos anos 1990 até o início dos anos 2010) - afirma Jo Cronk, presidente da empresa de marketing Whalar – Se você quer que sua marca, seu produto, seu serviço tenha a atenção da geração Z, é simplesmente inegociável estar no TikTok.

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