"TikTok assusta porque coleta muitos dados pessoais", diz especialista sobre boicote de governos ocidentais

REUTERS - DADO RUVIC

Vários países ocidentais fecham o cerco à rede social chinesa TikTok. Depois da Comissão Europeia e o Conselho Europeu vetarem o uso do aplicativo nos smartphones oficiais dessas instituições, a Casa Branca deu um prazo de 30 dias, a partir desta terça-feira (28), para que as agências federais retirem a plataforma de vídeos de todos os dispositivos eletrônicos do governo. O Canadá e a Dinamarca também aderiram à ideia.

O TikTok, que pertence ao grupo de tecnologia chinês ByteDance, virou um alvo político diante do temo de que o aplicativo possa ser utilizado para espionagem ou propaganda pelo Partido Comunista da China. Nos Estados Unidos, as preocupações de segurança nacional sobre uma suposta espionagem de Pequim não são novas, mas aumentaram após um incidente com um balão do país asiático que atravessou o espaço aéreo americano - e depois foi abatido.

Na Europa, o sentimento não parece ser diferente. Uma porta-voz da Comissão Europeia alegou, em 23 de fevereiro, que a proibição do aplicativo nos dispositivos eletrônicos oficiais "visa proteger a instituição contra ameaças e ações de cibersegurança que possam ser exploradas para ataques contra o ambiente corporativo".

Em entrevista à RFI, Roxane Suau, diretora de marketing da Pradeo, empresa de segurança de smartphones e aplicativos, diz acreditar que a preocupação dos governos ocidentais é plausível. "O TikTok assusta porque coleta muitos dados pessoais dos usuários, como e-mails, números de telefone, mas também informações sobre a navegação na web dos usuários, o que pode ser visto como muito intrusivo para alguns", explica.


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