Tillerson: ações da Rússia na Ucrânia dificultam relação com EUA

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, em Washington DC, em 19 de abril de 2017

O chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, garantiu neste domingo (23) ao presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que as ações de Moscou no leste da Ucrânia são "um obstáculo" para melhorar as relações entre Estados Unidos e Rússia - informou o Departamento de Estado.

"O secretário Tillerson ligou para o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, hoje [domingo], para falar de sua recente viagem a Moscou e de sua mensagem às autoridades russas sobre que, apesar de os Estados Unidos estarem interessados em melhorar as relações com a Rússia, as ações da Rússia no leste da Ucrânia são um obstáculo", assegurou o porta-voz da pasta, Mark Toner.

Esse telefonema aconteceu no mesmo dia que um observador americano da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) faleceu na explosão de uma mina no leste do país.

É a primeira vez que morre um membro da Missão Especial de Monitoramento da OSCE na Ucrânia desde que foi instalada no país há três anos.

Segundo a nota, Poroshenko manifestou suas condolências a Tillerson.

A Rússia é acusada pelas autoridades ucranianas e pelo Ocidente de apoiar militarmente os rebeldes ucranianos no leste do país, onde mais de dez mil pessoas morreram. Moscou nega.

Tillerson também reiterou "o firme compromisso [dos Estados Unidos] com a soberania e a integridade territorial da Ucrânia". O secretário confirmou que as sanções contra a Rússia continuarão até que "devolva o controle da península da Crimeia à Ucrânia e adote totalmente os acordos de Minsk".