'Tinder dos medicamentos' faz doação de remédios que seriam incinerados

Cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a medicamentos essenciais; 'Tinder' dos remédios quer acabar com isso (Getty Image)
Cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a medicamentos essenciais; 'Tinder' dos remédios quer acabar com isso (Getty Image)
  • PegMed conecta fabricantes de medicamentos a instituições sociais

  • Remédios que seriam incinerados são destinados a pessoas que precisam

  • O doador e receptor precisam dar 'match' na plataforma

Existem pessoas que precisam tomar remédios e não têm dinheiro para comprar. Por outro lado, algumas fabricantes não conseguem vender todo o estoque que produzem. Qual seria a solução para esses dois problemas?

Um aplicativo foi criado para fazer uma ponte entre esses dois elos. O PegMed é uma plataforma que organiza a doação de produtos com prazo de validade reduzido, que normalmente seriam destruídos, e redireciona para instituições sociais.

Ele atua de uma forma parecida com o Tinder. Nessa caso, o doador e receptor precisam dar 'match' na plataforma de acordo com as necessidades de cada um. O aplicativo foi desenvolvido em parceria com as startups brasileiras PegMed e Loomi.

A fundação Access to Medicine estima que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo não possuem acesso a medicamentos essenciais. Enquanto isso, toneladas de remédios são queimadas todos os anos.

Além de ajudar pessoas de baixa renda a continuarem com tratamentos de saúde, a medida ainda tem um importante papel no quesito da sustentabilidade. Isso porque a produção de medicamentos exigem água, energia e outros insumos.

Mas, como as farmácias evitam comprar produtos próximos do prazo de validade, remédios que estão em ótimas condições para consumo são queimados, se transformando em fumaça que aumenta ainda mais a emissão de poluentes na atmosfera.

No momento, app opera apenas como um piloto, contando com o apoio de cinco empresas farmacêuticas. No entanto, registra mais de 200 instituições cadastradas na fila de espera para receber produtos que podem, literalmente, salvar vida.