Tio de assassino pede perdão às famílias das vítimas do ataque em Suzano

Américo Castro, tio de Luiz Henrique, pediu perdão às famílias das vítimas do ataque feito pelo sobrinho e pelo adolescente Guilherme Taucci. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O tio de Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, um dos autores do ataque na escola de Suzano que resultou em 10 mortes, pediu desculpas às famílias das vítimas, nesta quinta-feira (14), após o sepultamento do sobrinho.

As informações são do portal G1.

“Quero pedir perdão público para os pais daquelas crianças. Eu não sei o que aconteceu com o menino. Em nome da família Castro eu peço perdão. Nós também somos vítimas”, afirmou Américo Castro, de 69 anos.

A opção da família foi não velar o corpo de Luiz Henrique em respeito às famílias das vítimas. O jovem foi enterrado por volta das 12h30 no Cemitério Municipal São Sebastião após uma cerimônia fechada que durou cerca de 10 minutos e contou com a presença de aproximadamente 20 pessoas.

Leia mais
Dupla planejava ataque em escola há 1 ano e meio

A mãe de Luiz, segundo Américo, está muito abalada e não conseguiu sequer participar do enterro. “Não fizemos um velório em respeito às famílias das outras vítimas. A gente respeita a dor dos pais e mães daquelas famílias e é por isso que estou dando esse depoimento. Meu irmão e minha cunhada estão sem condições de falar”, afirmou.

O tio afirma que a família não percebeu nenhum comportamento diferente do jovem. “Era um menino normal, comum. Nós da família estamos muito chocados. Esse não era o Luiz que a gente conhecia.”

PAI ENGANADO

Horas antes do ataque, Luiz Henrique teria mentido ao pai – com quem trabalha fazendo serviços de serviços gerais, capinação e retirada de entulho – dizendo que estava se sentindo mal. Os dois estavam na estação de trem de Suzano quando Luiz Henrique disse ao pai que voltaria para casa porque estava com dor de garganta e febre.

Ao invés de retornar para sua residência, Luiz Henrique foi se encontrar com Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, com quem cometeu o massacre na escola onde ambos já estudaram um dia. “A mãe do Luiz me chamou por volta das 9 horas, preocupada, porque o pai disse que o menino tinha voltado para casa e me pediu para ligar para o celular dele”, relatou ao jornal O Estado de São Paulo o aposentado Cesar Abidel, de 53 anos, que mora entre as residências dos dois atiradores.

Guilherme Taucci (à esq.) e Luiz Henrique moravam na mesma rua e eram tidos como “tímidos”. (Foto: Reprodução/TV Globo)

ENTERRO TEM POLÍCIA E GUARDA CIVIL

O corpo de Guilherme Taucci foi enterrado na tarde desta quinta-feira (14) no Cemitério São João Batista. A mãe de Guilherme foi ao enterro, que teve ao todo seis pessoa e foi realizado acompanhado por policias militares e guardas civis.