Plano de saúde permite que pet seja colocado como dependente

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Kobe é dependente de Beatriz em plano de saúde
Kobe é dependente da massoterapeuta Beatriz Cavalheiro em plano de saúde (Arquivo pessoal)
  • Segundo o IBGE, 46,1% dos lares brasileiros tinham pelo menos um cachorro

  • Planos de saúde para pets já são conhecidos pelo público

  • A novidade é trazer os animais como "dependentes"

Quem não conhece um animalzinho de quatro patas que é tratado como membro da família que atire o primeiro petisco. E, agora, assim como filhos humanos, eles podem ser colocados como dependentes em uma espécie de plano de saúde. É o que oferece o serviço Saúde Pet, vinculado ao plano plus do Saúde Protegida da Ciclic.

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O Plano Plus do Saúde Protegida custa R$ 49,90 por mês e, quando adicionado o Saúde Pet da Ciclic, o preço vai a R$ 69,90. Estão inclusos 12 serviços, como consulta veterinária presencial marcada e de emergência, orientação com veterinário por telefone e transporte emergencial. Também tem transporte de ração, caso não dê para sair de casa e comprar, e até assistência funeral.

Depois de Kobe ter um problema de pele, a massoterapeuta Beatriz Cavalheiro decidiu colocar o SRD (sem raça definida) de um ano como dependente. Três meses atrás, a moradora de Botafogo, no Rio de Janeiro, também teve um susto com o bichinho, que hoje tem quase um ano, e precisou levá-lo ao pronto-socorro veterinário. “Procurei planos de saúde e vi que eles eram muito caros nesse momento pra mim. Acabei achando o Saúde Protegida e vi que o valor que eu paguei poderia ter sido coberto se eu já tivesse o plano”, disse.

Mas é importante ficar atento. Apesar de não haver restrições de marcações de consulta, o valor coberto a cada ida ao veterinário é de R$ 150,00, e o restante do valor é pago pelo tutor. Já a cobertura dos serviços de emergência é de R$ 250.

Até agora, Beatriz só utilizou o plano de entrega de ração e o serviço de ajuda veterinária por telefone. “Graças a Deus não precisei usar ainda serviços de emergência”, afirmou.

Planos de saúde

Em 2019, um levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estimou que em 46,1% dos lares brasileiros tinham pelo menos um cachorro e em 19,3% havia gatos. E entre esse número, há “pais de pet” que preferem gastar mais e ter cobertura completa, sem coparticipação, principalmente para casos de emergência e consultas com especialistas.

Com quase um ano, Marshmallow tem plano de saúde
Com quase um ano, Marshmallow tem plano de saúde

É o caso da mãe de Marshmallow, um SRD de quase um ano, mais conhecido como Marsh. A analista de atendimento Mariana Ambrosano, que mora em São Paulo, hoje tem o plano de saúde exclusivo para pets da Health for Pet, uma empresa da Porto Seguro. “Eu não acho barato, mas não tenho pretensão de cancelar. Acho que ter convênio pet é um luxo que hoje posso manter", afirmou. "É uma prevenção pra saúde do meu cachorro e financeira também, porque se colocar na ponta do lápis o que se gasta de convênio em um ano, é igual ou menor do que se gastaria em uma emergência. A diferença é que na emergência você não tem esse valor sobrando.”

Em dezembro de 2020, Marsh começou a ter uma tosse seca, foi parar no veterinário com uma crise de bronquite e foi internado. Apesar de o animalzinho ter na época um outro plano, o período de carência era longo e a clínica 24 horas mais próxima não era tão próxima assim, segundo Mariana. Desta forma, ela arcou com o valor dos exames.

O plano Ambulatorial, o mais básico, custa a partir de R$ 99 por mês e o Essencial a partir de R$199,90. Já o completo custa a partir de R$299,90 por mês. Os produtos, que, quanto mais caros, têm maior a cobertura, em geral cobrem consultas em casa e nas clínicas, atendimento emergencial, têm veterinários disponíveis 24 horas por telefone e oferecem exames, vacinas, internação e outros serviços. O único a aceitar cães e gatos com mais de 10 anos é o ambulatorial.

Entretanto, só há isenção do período de carência (exceto para internação) para pagamentos via cartão de crédito e cartão de crédito Porto Seguro.

Isadora, cachorrinha de Fabíola Lagos que tem plano de saúde
Isadora, cachorrinha de Fabíola Lagos que tem plano de saúde

Coparticipação

Depois de descobrir que Isadora, uma Poodle de 9 anos, estava com um tumor na bexiga, Fabíola Lagos correu para achar um plano de saúde em São Paulo e escolheu um com coparticipação, o Nofaro. “Já tive gastos com minha outra cachorrinha com câncer de mama e gastei uma fortuna”, disse. Hoje, a supervisora em uma empresa de planos de saúde paga R$ 100 por mês.

Há 30 dias, Isa Baby - como é conhecida em casa - precisou fazer uma cirurgia e, como estava no período de carência, ela não foi coberta. A partir do próximo sábado (20), Fabíola já poderá levar a cachorrinha para fazer os exames.

A Nofaro foi criada em Porto Alegre em 2014 e hoje oferece serviços para a capital do Rio Grande do Sul e região, São Paulo e região, Curitiba e Caxias do Sul (RS). Os planos oferecidos são o Nofaro Tranquilo, por R$ 49,90, e o Nofaro Ideal, que sai por R$ 99,90.

O primeiro oferece consulta, vacinas e exames. Já o segundo oferece serviços mais complexos e até extração de dentes.

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