Tire suas dúvidas sobre a nova mutação do coronavírus, que já circula no Rio

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou ontem, pela primeira vez, a presença no Rio de Janeiro da variante brasileira do coronavírus. Essa mutação, chamada de P.1., foi identificada primeiro em Manaus. Ela é mais transmissível, embora não se tenha confirmação de que seja mais letal.

A fundação explicou que ainda não se sabe se há transmissão dessa mutação em solo fluminense ou se a amostra analisada é de alguém que pegou a variante em outro lugar e ficou doente no Rio. Segundo a Fiocruz, apenas uma investigação epidemiológica vai apontar a origem do vírus — a cargo das secretarias de Saúde e do Ministério da Saúde.

Fontes do Ministério da Saúde confirmaram ao RJ2, da TV Globo, que até a última segunda-feira foram confirmados 170 casos da nova variante em dez estados, entre eles quatro no Rio: um em Petrópolis, um em Belford Roxo e dois na capital. Os pacientes infectados com a nova cepa da doença foram identificados no Hospital de Laranjeiras, na Zona Sul, e no Hospital do Andaraí, na Zona Norte.

O Ministério da Saúde informou que assinou, na última segunda-feira, o contrato com o Instituto Butantan para a compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela chinesa Sinovac Biotech em parceria com a instituição paulista. Desde o fim de janeiro, o Butantan tem pressionado pela assinatura e informado ao governo federal de que essas vacinas seriam disponibilizadas a outros .

Com a nova remessa garantida, o total de doses da CoronaVac chegará a 100 milhões até setembro, segundo o ministério. A Saúde não informou quando novas doses de vacina serão distribuídas aos estados, num momento em que diversas prefeituras, como a do Rio, têm interrompido a campanha de vacinação por falta do imunizante. O ministério informou só que 9,3 milhões de doses da CoronaVac e 4 milhões de doses da Fiocruz/Astrazeneca serão entregues ainda em fevereiro. O governo fala ainda que receberá até dezembro mais 42,5 milhões de doses do consórcio Covax Facility, da OMS.