Tiros de canhão e discursos emotivos, as homenagens britânicas a Isabel II

Noventa e seis tiros de canhão, um por cada ano que Isabel II esteve viva. O ritual de homenagem à falecida rainha repetiu-se em vários pontos do Reino Unido, da Torre de Londres ao Castelo de Edimburgo, passando por Cardiff ou Gibraltar.

Na Câmara dos Comuns, o troar dos canhões deu lugar ao silêncio, com uma sentida homenagem por parte dos deputados.

Liz Truss, que ainda na terça-feira foi nomeada primeira-ministra pela falecida rainha, não poupou nos elogios.

Lamentou a perda de "uma das maiores líderes que o mundo já conheceu, o rochedo que serviu de fundação ao Reino Unido moderno". A nova chefe de governo lembrou as visitas à África do Sul e à República da Irlanda para realçar a sua capacidade para ultrapassar diferenças e disse que "o seu legado iria permanecer nas inúmeras pessoas que conheceu, na história global que testemunhou e nas vidas que tocou".

O sentimento de Liz Truss foi partilhado pelos seus antecessores em Downing Street. Para Boris Johnson, trata-se do "dia mais triste de sempre no país porque a rainha tinha um poder único de fazer toda a gente feliz e por isso era tão amada".

Theresa May também disse que era "um dia triste, mas igualmente um dia para a celebração de uma vida bem passada ao serviço dos outros".

No seu longo reinado, Isabel II conheceu 15 chefes de governo do Reino Unido.