Damasco acusa rebeldes sírios de "planejar" ataque químico

Cairo, 8 abr (EFE).- As autoridades sírias acusaram neste domingo os rebeldes de terem planejado o ataque químico lançado ontem contra a cidade de Duma, o último enclave insurgente em Ghouta Oriental, perto de Damasco, segundo a agência oficial, "Sana".

"O pretexto do uso de (gás) químico em Ghouta por parte dos grupos terroristas foi planejado e já havia informação documentada e confirmada sobre isso, e o Estado sírio advertiu", disse uma fonte anônima do Ministério das Relações Exteriores à "Sana".

A Sociedade Médica Síria Americana e a Defesa Civil Síria, grupo conhecido como os "capacetes brancos", afirmaram hoje em comunicado conjunto que 42 pessoas foram encontradas mortas em suas residências ou em refúgios onde se escondiam dos bombardeios em Duma, cidade controlada pelo grupo rebelde Exército do Islã.

Este ataque, negado pelas autoridades sírias e russas, suscitou a indignação de vários líderes mundiais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que responsabilizou diretamente a Rússia e o Irã por apoiarem o líder sírio, Bashar al Assad, a quem tachou de "animal".

A fonte da Chancelaria síria indicou que as acusações de que Damasco lançou tal ataque químico são "uma desculpa para prolongar a vida dos terroristas em Duma".

A cidade de Duma é a última da região de Ghouta Oriental que ainda está sob o controle dos rebeldes, depois que as forças governamentais conseguiram retomar a maior parte dessa região dos arredores de Damasco após lançarem uma ofensiva em fevereiro.

Horas depois do suposto ataque, as autoridades sírias anunciaram um acordo para pacificar Duma com o Exército do Islã, que implica a evacuação dos "sequestrados" da urbe, em alusão aos civis, em troca da saída dos "terroristas" do grupo islamita para Yarablus, no norte da província de Aleppo. EFE