Tiroteio em escola deixa um morto e vários baleados no Tennessee, diz polícia

Redação Notícias
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Polícia responde a incidente com relatos de vários baleados em escola do Tennessee. (Foto: Brianna Paciorka/News Sentinel/USA Today Network via REUTERS)
Polícia responde a incidente com relatos de vários baleados em escola do Tennessee. (Foto: Brianna Paciorka/News Sentinel/USA Today Network via REUTERS)

A polícia de Knoxville, no Estado norte-americano do Tennessee, afirmou nesta segunda-feira (12) que estava respondendo a relatos de tiroteio em uma escola, possivelmente com várias vítimas. Uma morte foi confirmada, mas sem detalhes se o óbito ocorreu entre as vítimas ou entre suspeitos.

Os investigadores não identificaram imediatamente o suspeito e a vítima morta, apenas sabiam que ambos eram do sexo masculino. Não ficou imediatamente claro se eles frequentavam a Austin-East Magnet School.

Não há informações também a respeito do número exato de vítimas ou quantos suspeitos estão envolvidos.

Imagens de noticiários de televisão mostraram policiais e bombeiros em torno da Austin-East High School, no leste de Knoxville.

"Com base na investigação preliminar, os policiais de Knoxville responderam a um relato na Austin-East Magnet High School sobre um sujeito do sexo masculino que possivelmente estava armado na escola", disse o departamento de polícia no Facebook.

"Após a abordagem ao sujeito, foram disparados tiros. Um policial foi atingido pelo menos uma vez e transportado para o Centro Médico (da Universidade do Tennessee) com ferimentos que não devem ser fatais. Um homem foi declarado morto no local, enquanto outro foi detido para uma investigação mais aprofundada."

POLÍCIA DE KNOXVILLE PEDE QUE 'EVITEM O LOCAL'

"Várias vítimas de tiro foram relatadas, incluindo um policial. A investigação continua ativa no momento", disse a polícia de Knoxville no Twitter. O agente, que trabalhava como segurança na escola, foi atingido no quadril. Ele está estável, consciente e foi submetido a uma cirurgia.

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A polícia de Knoxville disse que o policial baleado deve sobreviver.

"Ele está consciente e bem disposto... Ele vai ficar bem. Agradeci a ele por colocar sua vida em risco para proteger os alunos e os funcionários da escola. Ele disse que preferia que ele ficasse ferido do que qualquer outra pessoa", disse a prefeita de Knoxville, Indya Kincannon, à CBS News.

Os investigadores não identificaram imediatamente o suspeito e a vítima morta, apenas sabiam que ambos eram do sexo masculino. Não ficou imediatamente claro se eles frequentavam a Austin-East Magnet School.

"As escolas do condado de Knox estão respondendo a um tiroteio ocorrido esta tarde na escola Austin-East Magnet High. Estamos coletando informações sobre esta situação trágica e forneceremos informações adicionais o mais rápido possível", disse o superintendente das escolas de Knoxville, Bob Thomas, no Twitter.

"O prédio da escola foi fechado e os alunos que não estavam envolvidos no incidente foram liberados para suas famílias", disse Thomas.

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A emissora Local 10 News informou que a escola havia sido colocada sob um "bloqueio rígido" e que os pais foram instruídos a irem para os fundos do campus para pegar seus filhos.

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TIROTEIOS NOS ESTADOS UNIDOS VOLTAM AO DEBATE

O ano de 2021 trouxe os ataques a tiros nos EUA de volta ao debate. 

Durante o primeiro ano da pandemia, o tema tinha ficado em segundo plano, pois houve menos ataques em público — foram apenas dois em 2020. Mas 2021 já alcançou essa marca, com dois casos em março. 

  • No dia 16, em Atlanta, na Geórgia, um homem matou oito pessoas, seis das quais de origem asiática 

  • E, no dia 22, dez pessoas foram assassinadas em um supermercado em Boulder, no Colorado

O compilado de mortos de 2020 em outras situações que costumam ganhar menos repercussão — como brigas domésticas e assaltos —, no entanto, mostrou a gravidade da crise: os crimes por arma de fogo aumentaram no país, mesmo em meio ao isolamento social. 

Houve 19.380 mortos e 39.427 feridos por tiros nos EUA no ano passado, segundo dados da entidade Gun Violence Archive. 

Desde 2016, a média ficava em torno de 15 mil mortes por ano. Em grandes cidades, as taxas de assassinato estão voltando a patamares dos anos 1990, segundo levantamento feito pela revista The Economist:

  • Chicago teve alta de 56%;

  • Nova York teve alta de 45%; e

  • San Francisco teve alta de 36%;