Tiroteio no Texas reacende debate sobre lei das armas nos EUA

A história fez manchetes, mas não é nova. O recente tiroteio na escola de Uvalde, no Texas, que matou 21 pessoas, 19 das quais crianças, reacendeu o debate sobre armas de fogo nos Estados Unidos da América (EUA). O trágico episódio não teve, no entanto, qualquer repercussão no encontro anual da Associação Nacional de Armas norte-americana (NRA), reunida este fim de semana em Houston, a cerca de 400 quilómetros do local dos homicídios.

Nas imediações do evento, dezenas de manifestantes protestaram, esta sexta-feira, contra a lei das armas no país.

Ripken Davis, habitante local, diz ter decidido "aparecer, porque é uma epidemia para os jovens de 18 anos ter acesso a armas de fogo. Quando se pega numa semiautomática, é para matar pessoas. Não é para uma pessoa se defender. Não é para caçar animais, é para caçar pessoas".

Argumentos que não ecoam no interior do evento, onde acérrimos defensores do lóbi, como Donald Trump, continuam a dar voz ao acesso às armas..

"A existência do mal no nosso mundo não é motivo para desarmar cidadãos cumpridores da lei que sabem usar as suas armas e podem proteger muitas pessoas. A existência do mal é uma das melhores razões para armar cidadãos cumpridores da lei", defendeu, entre aplausos, o ex-presidente dos EUA.

Também a polícia local se encontra sob o fogo cruzado das críticas, por ter optado não arrombar a porta da escola e demorado a atuar, durante o troteio. Uma decisão que acabaria por custar mais vidas.

Steven McCraw, diretor do Departamento de Segurança Pública do Texas, deu a cara pelo mea culpa da instituição.

"Vendo em retrospectiva, como vejo agora, é claro não foi uma decisão acertada. Foi uma decisão errada, ponto final. Não há desculpas para isso. Mas, mais uma vez, eu não estava lá, mas só vos digo que, pelo que sabemos, acreditamos que devíamos ter entrado o mais depressa possível", afirmou, esta sexta-feira.

De acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA,, em 2020, as armas de fogo passaram a ser a principal causa de morte de crianças no país.

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