"Tirou minha roupa a força", relata mulher que acusa Bruno Krupp de estupro

Mulheres relataram que foram estupradas por Bruno Krupp - Foto: Reprodução/Instagram
Mulheres relataram que foram estupradas por Bruno Krupp - Foto: Reprodução/Instagram
  • Mulher relatou noite em que teria sido estuprada pelo modelo Bruno Krupp

  • Ele é acusado de abuso por diversas mulheres

  • O rapaz atropelou e matou um adolescente no Rio de Janeiro

Responsável pelo atropelamento que matou um adolescente no fim do mês passado no Rio de Janeiro, o modelo Bruno Krupp, de 25 anos, também é acusado de ter estuprado mulheres. Uma das vítimas relatou ao Fantástico, da TV Globo, como foi o crime cometido pelo jovem.

A jovem, hoje com 23 anos, explicou que ainda tinha 16 quando "ficou" com o modelo em uma festa. Daí em diante, porém, o suspeito ficou agressivo e manteve relações à força com ela.

“A gente ficou, mas a gente já tinha se beijado outras vezes. Só que ele começou a forçar muito. Eu falei: 'Eu não quero, eu não quero transar, pode parar'. Ele me jogou, tirou a minha roupa à força, segurou meu braço e forçou. Eu gritava muito porque estava doendo, ele estava me machucando. Mas ele não parou”, detalhou.

A vítima explicou que não denunciou o modelo à época , mas que faria isso agora. Uma segunda vítima, hoje com 28 anos, também relatou ter sido abusada por Bruno, tendo fotografado as marcas das agressões do suspeito.

“Foi horrível. Ele foi extremamente agressivo. Eu acordei com a boca cheia de sangue pisado por dentro, toda estourada, toda roxa. Meu corpo com vários hematomas roxos também. Precisou acontecer uma coisa horrível para expor essa pessoa, entendeu? E todos os outros crimes que ele cometeu de fato”, recordou.

Mais de 40 mulheres teriam relatado serem vítimas de abuso sexual do modelo, que também é investigado por estelionato. A polícia abriu inquérito para apurar as acusações de estupro.

Modelo matou adolescente

Bruno Krupp foi o responsável pela morte de João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos. Ele atropelou o adolescente quando pilotava sua motocicleta em alta velocidade na Barra da Tijuca, no último dia 30.

De acordo com a decisão judicial que definiu a detenção do rapaz, ele estava a mais de 150 km/h, em uma via cujo limite de velocidade é de 60 km/h, quando atingiu João Gabriel, que tentava atravessar a via na Avenida Lúcio Costa. Além disso, o modelo não tinha carteira de habilitação, e a moto estava sem placa.

O impacto fez com que uma das pernas da vítima fosse amputada no momento do choque. O rapaz chegou a ser socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu. Bruno foi para o mesmo hospital, recebeu alta, mas internou-se em um segundo centro médico na sequência.

Em um vídeo gravado no hospital, o modelo lamentou a forma como foi tratado no Hospital Municipal Lourenço Jorge, o mesmo para onde foi João Gabriel, e disse ter sido chamado de assassino. "Como se eu tivesse feito alguma coisa errada".

"Eu não bebi, eu não usei droga. Foi um acidente, gente!”, disse. “Eu fui levado de ambulância, não fugi do hospital, não fugi dos médicos. Eu estava morrendo no hospital, os empregados me tratando mal, batendo com a maca no corredor."