TJ aceita denúncia contra pregadora por criticar quem posta "coisa de preto e gay"

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A pregadora Karla Cordeiro dos Santos Tedim
A pregadora Karla Cordeiro dos Santos Tedim (Foto: Reprodução)
  • A Justiça do RJ aceitou denúncia do MP contra a pregadora Karla Cordeiro dos Santos Tedim

  • Durante culto, ela falou para os fiéis pararem "de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay"

  • Após a repercussão negativa do caso, a religiosa disse que foi "infeliz nas palavras".

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da 2ª Vara Criminal de Nova Friburgo, aceitou a denúncia do Ministério Público contra a pregadora Karla Cordeiro dos Santos Tedim, que falou para os fiéis pararem "de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay".

A decisão judicial foi proferida pelo juiz titular Marcelo Alberto Chaves Villas, na última quinta-feira (26), segundo reportagem do portal G1.

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Para o magistrado, o discurso de Karla "perpassa, sim, a noção inicial de que a intenção da agente seria, de fato, de induzir ou de incitar a discriminação ou preconceito de raça e cor, bem como o preconceito ou a discriminação de grupos identificados pelo ponto comum da vulnerabilidade com o movimento LGBT".

A pregação em que Karla criticou fiéis que defendem causas políticas, raciais e LGBTQIA+ aconteceu em 31 de julho e foi divulgada no canal oficial do grupo jovem da Igreja Sara Nossa Terra, mas foi excluída com a repercussão negativa.

A mulher pediu desculpas e disse que foi "infeliz nas palavras".

Em nota ao portal G1, o advogado de Karla Cordeiro, Paulo Donin, informou que a defesa irá se pronunciar nos autos assim que receber a intimação.

Ainda segundo o advogado, "a denúncia se baseia no relatório da autoridade policial no qual não concordamos, haja vista termos a certeza da inocência da senhora Karla, não sendo a mesma racista nem homofóbica", finalizou.

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