TJ-SP suspende julgamento de policiais envolvidos no massacre do Carandiru

Pelo massacre do Carandiru, 74 policiais militares foram condenados a penas que variam de 48 a 624 anos de prisão; agora, TJ-SP voltou a suspender o julgamento. (Foto: Getty Images)
Pelo massacre do Carandiru, 74 policiais militares foram condenados a penas que variam de 48 a 624 anos de prisão; agora, TJ-SP voltou a suspender o julgamento. (Foto: Getty Images)
  • TJ-SP suspende julgamento sobre pena de policiais envolvidos em massacre do Carandiru;

  • Agentes foram condenados por massacre em operação que matou 111 presos na penitenciária;

  • A defesa dos policiais tenta reduzir penas que vão de décadas a séculos de prisão

O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu, nesta terça-feira (22), o julgamento dos recursos da defesa de policiais militares condenados pela participação no massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992.

Na época, 111 presos foram mortos durante operação policial realizada dentro do pavilhão 9 da Casa de Detenção, no Complexo Penitenciário do Carandiru, em São Paulo.

Em julgamento da 4º Câmara de Direito Criminal, o desembargador Edison Aparecido Brandão pediu mais tempo para analisar o tamanho e a forma de cumprimento das penas dos policiais. Não foi definida data para retomada do julgamento.

Pelo massacre, 74 agentes foram condenados a penas que variam de 48 a 624 anos de prisão. Nesses 30 anos, cinco deles já morreram.

Essas condenações, todavia, não podem mais ser revistas. O que a defesa dos policiais busca é reduzir o tamanho das penas.

Para suspender o julgamento, o desembargador afirmou que não há risco de prescrição do caso.

Já o presidente da Câmara, desembargador Luis Soares de Mello, avaliou que o processo deve retornar à pauta com brevidade.

Nesta terça, os desembargadores rejeitaram por unanimidade um recurso da defesa que pedia a suspensão do julgamento até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre um processo de repercussão geral ou até que fosse superada a “polarização política no país”.

Segundo o relator do recurso no TJ-SP, desembargador Roberto Porto, não há ligação do processo no STF com o caso do Massacre do Carandiru. O magistrado também disse que o cenário político do Brasil não afeta a imparcialidade, serenidade e neutralidade do julgamento na Corte paulista. As informações são do site Poder360.