Toca no Telhado: trio de sopros da Orquestra Sinfônica Brasileira interpreta Mozart; veja vídeo

Para proporcionar um respiro no meio do zum zum zum do Centro do Rio em uma tarde quente, nada melhor que... Mozart! Isso é, em poucas palavras, o que aconteceu durante a gravação do segundo vídeo da nova série do projeto Toca no Telhado, que volta em formato orquestral, com apresentação da Vibra e patrocínio do governo do Estado do Rio de Janeiro e da secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Continuação de uma parceria entre a Orquestra Sinfônica Brasileira e O GLOBO, que começou 50 anos atrás com o primeiro concerto do Projeto Aquarius, a iniciativa de levar música clássica a novos e surpreendentes ambientes da cidade ganhou agora um palco mais intimista: os jardins no topo do prédio que abriga a redação do jornal. A série abriu com um trio de trombonistas da OSB interpretando a peça "Eaglehawk", do premiado compositor contemporâneo norte-americano Eric Ewazen.

Integrantes da OSB, o venezuelano Alexis Angulo (flauta) e os chilenos Felipe Destéfano (fagote) e Jorge Postel Pavisic (oboé) interpretaram o “Divertimento em ré maior nº 4 KV 439b”, peça cujos fragmentos foram publicados pela primeira vez em 1803, mais de 10 anos após a precoce morte do compositor Wolfgang Amadeus Mozart.

— A composição original era para cordas e basseto, um instrumento parecido com o clarinete que se utilizava na época de Mozart. (E se chamava) “divertimento” porque era uma peça que se tocava em pequenos recintos, para os imperadores e reis quando eles acordavam ou estavam tomando um café da manhã — comenta Jorge. — Aqui juntamos três instrumentos que são principalmente solistas na orquestra sinfônica, com seus sons bem particulares e característicos.

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Curtos, mas espirituosos e cheios de leveza, os cinco divertimentos são pequenas joias do repertório orquestral e sintetizam, de modo bastante gracioso, alguns dos principais traços gerais do estilo de Mozart, como o equilíbrio interativo dos instrumentos, a inventividade melódica e mesmo um certo senso de lirismo. Executada por esse trio de madeiras, a peça ganha novas cores que reforçam o frescor da obra mozartiana, mesmo depois de mais de 200 anos da sua composição.