Toca no Telhado: trio de trombonistas abre a nova série, erudita, com a OSB; veja vídeo

A parceria entre a Orquestra Sinfônica Brasileira e O GLOBO, que começou 50 anos atrás com o primeiro concerto do Projeto Aquarius, ganha um novo palco, mais intimista: os jardins no topo do prédio que abriga a redação do jornal, no Centro do Rio de Janeiro.

O trio de trombonistas da OSB formado por Ricardo Santos, Rafael Paixão e Elber Ramos abre a nova série de vídeos do projeto Toca no Telhado, que agora, em sua versão erudita, conta com apresentação da Vibra e patrocínio do governo do Estado do Rio de Janeiro e da secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

A peça escolhida para a estreia da série (que busca, com pequenas formações instrumentais, dar continuidade à missão do Aquarius: a de levar a música clássica a novos ambientes, mais populares) foi “Eaglehawk, do premiado compositor contemporâneo norte-americano Eric Ewazen. Coube a Rafael Paixão contar a história da composição.

— O Eric estava reunido numa viagem de férias com alguns amigos, e um desses amigos era trombonista. Eles estavam numa noite fria dessas dos Estados Unidos, tomando um vinho juntos, conversando e vivendo um momento super alegre. E o nome desse vinho era Eaglehawk, o mesmo que eles deram para essa música que era para celebrar a reunião dos amigos — diz.

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Segundo Rafael, a música foi escolhida justamente porque ele, Ricardo e Elber são muito amigos.

— A gente gosta de estar sempre juntos, tocando na orquestra, e fora da orquestra também. Essa composição simboliza um pouco essa nossa relação com a música e com a amizade. Ela foi composta originalmente para um trio de trombones. E o curioso é que o som dos instrumentos acaba sendo parecido com o som da voz humana. Então é possível se juntar vários trombones como se fosse um coral, ou em formação de trio, como se fossem os Três Tenores.

Tarde ensolarada

Não escapou aos espectadores do recital o fato de ele estar sendo realizado numa bela tarde ensolarada, e não numa noite de nevasca, como a que inspirou a composição.

— A gente fez praticamente o oposto! Mas não importa se está fio ou calor, o que importa é que a gente está fazendo música juntos — argumenta Rafael Paixão — O fundamental é que as pessoas possam conhecer mais a música clássica e perceber que ela está muito mais próxima de suas vidas do que imaginam.

Vice-presidente do conselho curadora da Fundação OSB, Ana Flávia Cabral festejou a nova parceria da Orquestra com O GLOBO:

— Pensando que a gente está fazendo isso logo depois de um Projeto Aquarius, me parece ter todo sentido essa extensão, a ocupação desse espaço que é inusitado e belo.