'Todo dia recebo uma reclamação sobre BRT', diz futura subprefeita de Jacarepaguá

O Globo
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RIO — Anunciada no início mês como futura subprefeita de Jacarepaguá, na nova gestão de Eduardo Paes, a jornalista Talita Galhardo viveu até os 12 anos na Praça Seca, quando se mudou para a Barra. Conhecedora da região, ela diz já estar conversando com moradores e com funcionários da atual administração municipal para se inteirar da situação que encontrará ao assumir, em janeiro. Próxima da família Bolsonaro, diz que não pretende misturar a vida pessoal com a profissional.

Como foi o convite para a subprefeitura?

Foi uma surpresa, no meio de uma coletiva, bem ao estilo de Eduardo Paes. Foi inesperado, não havia nenhuma promessa. Mas fiz campanha para ele todos os dias, militei, provoquei nas redes sociais, mobilizei voluntários e jovens.

Como está sua rotina?

Acordo às 6h já no WhatsApp nos grupos de subprefeitos, secretários e técnicos. O Eduardo nos colocou em vários grupos para que exista comunicação entre a equipe. Todos estão empolgados, e a cidade está abandonada. Vamos trabalhar muito e já estamos em um ritmo forte. Foi bem diferentes das outras eleições, com um mês para a transição, bem rápido e intenso.

E com moradores e associações, tem se reunido?

Cheguei a duas mil mensagens no WhatsApp em um dia. As pessoas se comunicam comigo também pelo Instagram. Estou marcando com todo mundo em todos os lugares. Já fui a Jacarepaguá, Cidade de Deus, Tanque. Sinto que a população está ansiosa para ver as mudanças acontecendo. Já participei de reuniões na Firjan e com as secretarias de Transporte e Conservação. Quero ser o microfone da população de Jacarepaguá. Muitas associações estão solicitando minha presença em reuniões; as pessoas estão carentes disso, de ter com quem falar. Já participei de um almoço com a Acija (Associação Comercial e Industrial de Jacarepaguá).

O que você acredita que vai ser a marca do seu trabalho?

A comunicação. Existe hoje uma falta de acesso à atual prefeitura. Na gestão do Eduardo, a população vai poder cobrar. Não pode existir distância do político.

Você já teve contato com a superintendência atual?

Passei dois dias na sede com o meu chefe de gabinete. Queria me apresentar e pedir ajuda. Também me coloquei à disposição. Fui bem recebida e acho que a transição será tranquila.

Sobre os problemas de tráfico e milícia na região, você acredita que poderá ajudar?

Cada um tem sua competência e não posso atravessar linhas. A prefeitura tem que fazer a sua parte, não permitir construções irregulares, combater irregularidades, estrangular atividades ilícitas, regularizar os ambulantes e o transporte alternativo... Botando tudo na legalidade, o poder o paralelo fica estrangulado. O que é abandonado fica bagunçado.

Diferentes pontos da região costumam sofrer com alagamentos. Como a suprefeitura vai atuar?

Os alagamentos estão no nosso radar e isso foi tema na reunião com a Conservação. Já queremos em janeiro fazer uma limpeza nas galerias. É preciso atenção com as chuvas de verão.

Quais outras queixas e solicitações você tem ouvido?

Estou atenta. Todo dia recebo uma reclamação sobre BRT. Já visitei as estações e observei que muitas estão fechadas. Outra queixa são os moradores de rua, que vamos resolver com o carinho da Assistência Social. É preciso ter um olhar humano para as pessoas de rua. Não é algo fácil e rápido de ser resolvido, por isso a Assistência Social vai ter um papel primordial.

Você é próxima da família Bolsonaro. Acredita que a sua relação com eles poderá auxiliar a cidade?

Não sou interlocutora. Vida pessoal é vida pessoal, e profissional é profissional. Tenho certeza de que o Eduardo vai conversar com os governos estadual e federal., como sempre procurou fazer. Já em relação com vereadores e deputados, se for para usar para o bem do Rio, tudo bem a gente se comunicar.

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