'Todos nós vamos nos infectar' diz Crivella em ação de limpeza contra coronavírus na Central do Brasil

Rodrigo Berthone
(Foto: Getty Images)

O prefeito Marcelo Crivella acompanhou na tarde desta quinta feira uma demonstração do processo de desinfecção de vagões de trens da Supervia na Central do Brasil. A ação foi comandada por militares das Forças Armadas que estão colaborando com a prefeitura no combate ao coronavírus. O prefeito falou da importância do trabalho de desinfecção de áreas que recebem uma grande circulação de pessoas, e declarou que grande parte da população deverá ser contaminada.

 -- O grande problema é as pessoas se infectarem todas as mesmo tempo e todos nós vamos nos infectar, infelizmente. Nós somos suscetíveis a isso e vai ocorrer. Mas 80% das pessoas vão se tornar imunes em 14 dias e nem sintomas terão. O problema é que nesses 14 dias ela sai espalhando e podem pegar em quem? Nos idosos, o nosso grupo de risco -- disse o prefeito.

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 De acordo com o Comando Militar do Leste, as três esferas militares, Exército, Marinha e Aeronáutica, farão o trabalho de limpeza durante a madrugada, começando em um primeiro momento pelas estações da Central e do Estácio. O trabalho, que complementa o já realizado pela Comlurb, contará com uma substância a base de cloro. A limpeza também ocorrerá na estação das barcas e em estações de VLT e em outros pontos de aglomeração não mencionados.

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 O prefeito aproveitou para reiterar a necessidade da população de permanecer em casa.

 -- Por favor não saiam de casa. Peço a todos que não saia de casa até que tenhamos números seguros que lá mostrem que aí sim podermos retomar as atividades aos pouqinhos.

 Questionado se há alguma chance dos ônibus do município pararem, Crivella diz crer que não.

 -- Eu acho que não. Tenho certeza que a consciência cívica, o espírito público, há de reconhecer que nesse momento eh difícil. Essa semana teremos um encontro com o ministro Paulo Guedes e vamos expor a eles a dificuldades desses operadores. É preciso ajuda do governo federal -- diz ele, acrescentando que no Rio atualmente há pouco menos de 2000 circulando de um total de 5500.