Todos os californianos recebem ordem para ficar em casa

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, ordenou na noite desta quinta-feira que todos os californianos permaneçam em casa, impondo restrições aos 40 milhões de residentes do maior estado dos Estados Unidos, que já registrou 19 mortes e 958 testes positivos por causa de Covid-19.

— Precisamos achatar a curva — disse Newsom, em referência à expressão que tem sido usada para distribuir os novos casos ao longo do tempo, de modo a evitar o sobrecarregamento dos sistemas de saúde.

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Newson também pediu ao Congresso americano US$ 1 bilhão em fundos federais para apoiar a resposta médica do estado ao novo coronavírus.

Em uma carta enviada ao Congresso, o governador disse que é indispensável que o governo federal emita recursos para ajudar o estado a adquirir respiradores e outros suprimentos médicos, a ativar hospitais e pôr em funcionamento unidades médicas.

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Uma projeção da Universidade John Hopkins motivou o governador a tomar a decisão, ele disse. Segundo o estudo, metade dos californianos vá se infectar pelo novo vírus corona, disse o governador.

"A ruptura econômica causada por essa crise de saúde pública terá efeitos imediatos e devastadores em todo o país, incluindo muitas famílias na Califórnia", escreveu Newsom. "A magnitude desta crise é extraordinária e a coordenação do governo federal, estadual e local será mais crucial do que nunca."

Todas as academias de ginástica, restaurantes, bares e boates serão fechados, de acordo com a ordem. Já serviços serviços essenciais, como farmácias, supermercados, restaurantes de comida para viagem e bancos e bancos continuarão abertos. Outra exceção serão aqueles que precisarem viajar.

Espera-se que o confinamento reduza a propagação do vírus e impeça que os hospitais fiquem lotados por pacientes doentes. O governador não detalhou como obrigará os cidadãos a cumprirem a ordem.

— Há um contrato social aqui, pessoas que acho que reconhecem a necessidade de fazer mais. Elas começarão a se adaptar e se adaptar. Teremos pressão social e isso encorajará as pessoas a fazerem a coisa certa — disse ele.

Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que vai cancelar o encontro programado para junho com os líderes do G7, que iria acontecer nos EUA.

O G7 reúne sete das principais economias do planeta — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, com a União Europeia como convidada.