'Todos os presidentes sofreram algum tipo de acusação', diz Mourão sobre inquérito da PGR contra Bolsonaro

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O vice-presidente Hamilton Mourão minimizou nesta sexta-feira a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de abrir uma investigação contra o presidente Jair Bolsonaro pelo possível crime de prevaricação no caso da vacina indiana Covaxin. De acordo com Mourão, todos os presidentes da República sofrem "algum tipo de acusação" e é necessário "aguardar os desdobramentos".

— Todos os presidentes da República, se você for analisar, sofreram algum tipo de acusação. O próprio presidente Temer passou um tempo sendo acusado das mais diversas coisas, em processos partindo do então procurador-geral da República, doutor Janot. Tem que aguardar os desdobramentos — disse Mourão, ao deixar o Palácio do Planalto no início da tarde.

Mourão fez referências às duas denúncias apresentadas pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o então presidente Michel Temer. Depois, Temer ainda foi denunciado uma terceira vez, pela sucessora de Janot, Raquel Dodge.

A instauração foi feita nesta nesta sexta-feira pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jaqcues de Medeiros. Prevaricação é quando um funcionário público é informado de uma irregularidade, mas retarda sua ação ou deixa de atuar para que ela seja apurada e punida. Em seu despacho, o procurador propõe prazo de 90 dias para concluir essa primeira etapa da investigação.

O caso envolvendo a compra das vacinas da Covaxin é um dos principais focos da CPI da Covid. Na semana passada, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda relatou à CPI que sofreu "pressões atípicas" de seus superiores na pasta para agilizar o processo de importação da vacina para o Brasil.

Ele e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), contaram que informaram pessoalmente ao presidente Bolsonaro sobre o que estava ocorrendo. De acordo com o relato do parlamentar, o presidente teria dito que levaria o caso à Polícia Federal. Integrantes da CPI da Covid e a PGR querem agora descobrir quais medidas o presidente tomou ao ser informado pelos irmãos Miranda acerca das possíveis irregularidades envolvendo a compra da vacina.

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