Top da vez, Rita Carreira diz que engordou para virar plus size

Gilberto Júnior

Aos 25 anos, a modelo Rita Carreira está no auge. Na última edição da São Paulo Fashion Week, em outubro, a modelo foi vista nos desfiles das marcas Issac Silva, Handred e Cavelera — coisa inimaginável tempos atrás, já que a indústria vendia um único padrão de beleza: alta e magra. Ela, que veste manequim 48, é muito orgulhosa de suas curvas. “Nunca tive questões com meu corpo. Quando comecei, há uma década, usava 42 e era magra perto das outras meninas plus size. Engordei para entrar nessa categoria, pois jamais ficaria seca como a Gisele Bündchen. E não fiz sacrifícios para atingir esse ideal. Gosto mesmo de comer. Não faço dietas, graças a Deus”, comenta a paulista.

Descoberta num evento de moda plus size, Rita conta que não trabalhava muito no início de sua trajetória no mundo da moda. Foi vendedora e corretora de seguros para se sustentar. Pensou em desistir em alguns momentos e chegou a desabafar nas redes sociais sobre as dificuldades que enfrentava. Mas recebeu de seus seguidores a força necessária para continuar. “As meninas mandaram mensagens poderosas, perguntando o que seria delas se eu largasse tudo, quem iria representá-las. E hoje estou aqui ocupando um lugar que antes não era para mim. Foi tão incrível estar nas passarelas da São Paulo Fashion Week. Foi histórico.”

Consciente de sua posição no mundo, a modelo quer ser um espelho para mulheres como ela. “Tudo que faço não é apenas por mim. Eu trouxe mais gente comigo. Abri essa porta, agora é só elas entrarem.” Parte do casting da agência Ford, a paulista acredita que o mercado está mais preparado para receber manequins plus. “Hoje existe diversidade. As marcas estão percebendo que todos somos iguais e queremos nos enxergar na passarela ou na campanha.”