Torcedores são detidos no Australian Open após exibirem bandeira russa com rosto de Putin

No jogo em que o sérvio estrela do tênis mundial, Novak Djokovic, venceu o russo Andrey Rublev no Australian Open, nesta quarta-feira, a polícia australiana prendeu quatro torcedores que descumpriram a regra do torneio de tênis após exibirem bandeiras da Rússia no centro esportivo Melbourne Park.

Os torcedores desrespeitaram a norma que proíbe bandeiras russas e bielorrussas no Australian Open. Um dos símbolos exibidos pelos torcedores mostrava a imagem do presidente russo, Vladimir Putin, no centro do pendão.

O jornalista esportivo do The Guardian, Hope Carayol, publicou um vídeo em que mostra os torcedores balançando as bandeiras no evento.

De acordo com o jornal australiano, The Sydney Morning Herald, o grupo se reuniu nas escadas entre dois dos estádios de tênis, Rod Laver e Margaret Court Arenas, para fazer mostrar as bandeiras como uma declaração política provocativa.

Em entrevista ao veículo, um representante da organização do evento afirmou que a polícia interrogou as quatro pessoas, que, anteriormente, tinham ameaçado os guardas.

– Quatro pessoas na multidão saindo do estádio revelaram bandeiras e símbolos inapropriados e ameaçaram os guardas de segurança. A polícia de Victoria interveio e continuou a interrogá-los. O conforto e a segurança de todos são a nossa prioridade e trabalhamos em estreita colaboração com a segurança e as autoridades.– afirmou o porta voz.

No dia 16 de janeiro, a organização do evento baniu a bandeira da Rússia dos jogos do evento após uma crítica do embaixador da Ucrânia na Austrália e na Nova Zelândia, Vasyl Myroshnychenko, que publicou uma foto mostrando um o pendão russo pendurada em um arbusto ao lado da quadra em que sua compatriota, Kateryna Baindl, fazia seu primeiro jogo do dia.

Na postagem, ele afirmou condenar veementemente a exibição pública do pendão da Rússia durante o jogo da tenista ucraniana Kateryna Baind.

Na data, a embaixada russa respondeu à proibição, dizendo que era “mais um exemplo de politização inaceitável do esporte”.