Torcida do Bahia protesta contra chegada de Marcinho

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Nesta semana, o Bahia anunciou as contratações de Marcinho e Ricardo Goulart para o restante da Série B. Foto: (Felipe Oliveira/EC Bahia)
Nesta semana, o Bahia anunciou as contratações de Marcinho e Ricardo Goulart para o restante da Série B. Foto: (Felipe Oliveira/EC Bahia)

Ativo em causas sociais, o Bahia não esperava receber uma enxurrada de críticas por causa de sua última contratação. Ao lado de Ricardo Goulart, meia-atacante que deixou o Santos após rescindir seu contrato com o clube da Vila Belmiro, o lateral direito Marcinho também foi anunciado pelo Tricolor de Aço para o restante da disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Acontece, porém, que diversas organizações relacionadas ao clube, incluindo torcidas organizadas e até movimentos políticos do Bahia, realizaram protestos virtuais contrários à contratação do lateral que é réu por atropelar e matar um casal de professores em dezembro de 2020. A torcida organizada Tricoloucas, composta apenas por mulheres, contrariou a contratação dizendo, entre outras frases de uma nota de repúdio, que: "futebol não é e nem deve ser palco para criminosos".

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Movimento aliado ao presidente Guilherme Bellintani, a Convergência Tricolor afirmou que a contratação "vai de encontro aos valores sociais e humanitários difundidos pelo clube" e que "contraria todas as ações desenvolvidas pelo Núcleo de Ações Afirmativas (NAA) nos últimos anos".

Relembre o caso

Em dezembro de 2020, o jogador de futebol atropelou e matou Maria Cristina José Soares e Alexandre Silva de Lima, casal de professores, na Avenida Lúcio Costa, importante via do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O jogador, que fugiu do local sem prestar os devidos atendimentos médicos às vitimas, de acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, ainda tinha álcool no organismo quando se apresentou à Polícia Civil e estava em velocidade incompatível com a da avenida em que trafegava.

Então jogador do Botafogo, Marcinho estacionou o carro perto do local do acidente e se dirigiu para a casa de um amigo, onde ficou abrigado. Um motorista que foi ultrapassado pelo jogador afirmou, em depoimento, que ele estava, aproximadamente, a 120 km/h.

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