Torcida do Sport critica contratação de acusado de agressão

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Wescley está em Recife para exames médicos e assinatura dos contratos, mas torcida do Sport criou onda de críticas na Internet.
Wescley está em Recife para exames médicos e assinatura dos contratos, mas torcida do Sport criou onda de críticas na Internet. Foto: (Lucas Emanuel/AGIF)

A torcida do Sport criou um movimento nas redes sociais a partir da divulgação do meia Wescley, do Ceará, como um possível reforço para o restante da temporada. Já em Recife para realização de exames médicos e a assinatura dos contratos, o meia teria acordo firmado até o fim do ano, mas a hashtag "#WescleyNão" foi levantada. O motivo? Uma acusação de agressão no ano de 2016 contra a sua então namorada que estava grávida de três meses.

O caso, que ainda está aberto na Justiça por conta de um recurso feito em segunda instância no Tribunal de Justiça do Ceará, aguarda julgamento. Há seis anos, a namorada registrou um Boletim de Ocorrência contra Wescley na Delegacia de Defesa de Mulher, em Fortaleza, junto de uma prima, que relatou o que se passou: "Ela chegou à casa da minha avó chorando muito, com queixo inchado e marcas no pescoço. Foi por ciúme. Ele descobriu que ela tinha perfil numa rede social e não queria que tivesse. Aí, começou a bater nela".

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A namorada, à época, resolveu comentar o caso para o Diário do Nordeste, onde contou como se deu a agressão: "Ele descobriu a senha do meu perfil, viu as pessoas que tinham lá e ficou revoltado. Me espancou muito, me deixou trancada, me socou e puxou meu cabelo, fio a fio. Foi horrível, uma noite para esquecer".

Através do vice-presidente jurídico do clube, Rodrigo Guedes, o Sport se pronunciou afirmando que é contrário à violência, mas que não houve julgamento ainda: "O Sport é contrário a qualquer tipo de violência. A gente não concorda. Entendemos que não existe condenação perpétua. Pelo princípio técnico, a gente viu por bem dar uma segunda chance. Não pode haver uma penalização definitiva até que seja julgado. Não existe nenhum processo de condenação contra ele. Tem um caso que não houve julgamento ainda. A gente não vai interferir na vida pessoal do atleta".

O movimento Elas e o Sport, fundado em 2016 e que pratica ações sociais, escreveu uma carta aberta aos dirigentes do Sport: "Nós, da torcida feminina do Sport, viemos por meio desta, repudiar veementemente a nova contratação do time e pedir uma reunião com a VP de Inclusão e Diversidade Roberta Negrini e o Presidente do Clube Yuri Romão. Não podemos permitir que aqueles que maculam o nosso corpo, façam parte do clube que amamos e que lutamos para ser absolutamente de todas e de todos. Trazer o jogador com o seu histórico de agressão, é desrespeitar as torcedoras do clube. É desconsiderar a representatividade e história da maior torcedora do Sport, Dona Maria José. É menosprezar a nossa geração e as que estão por vir. É deixar a porta aberta para normalizar a violência contra a mulher. Contratar o atleta é anular a nossa luta como mulheres e como torcedoras. Em um País que a cada hora mais de 500 mulheres são agredidas, nós não podemos nos calar. Chamar a torcida para fazer campanha de violência contra a mulher e no final das contas não respeitá-las trazendo profissionais com histórico de agressão ou assédio é fazer cair por terra o respeito que pregam de um Clube inclusivo e de um Sport de todas. Exigimos respeito por parte da diretoria de futebol e do Presidente da instituição. #PelasMulheresTudo".

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