Torcida do Vélez relembra soco de Zandoná em Edmundo

Uma briga ocorrida em campo há quase 30 anos ainda ecoa pelo bairro de Liniers, onde fica a sede do Vélez Sarsfield, em forma de bandeiras e cânticos. No dia 3 de outubro de 1995, na partida de volta da primeira fase da Supercopa da Libertadores da América, o atacante flamenguista Edmundo e o lateral-direito Flavio Zandoná, argentino que atuava pelo Vélez, trocaram agressões dentro de campo em um lance que ficou marcado para a história.

Edmundo, para provocar o camisa 11 adversário, lhe desferiu um tapa no rosto, que prontamente fora revidado e adicionado a um soco que fez com que o camisa 7 do clube brasileiro fosse ao chão de forma imediata. Romário, de forma quase que instantânea, correu em direção à confusão e agrediu o argentino com uma voadora, o que gerou uma briga generalizada no gramado.

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Dentro de campo, o Flamengo vencia por 3 a 0 e eliminava os argentinos, uma vez que o jogo de ida também havia tido placar favorável aos brasileiros. A soma das vitórias por 3 a 2 na ida e 3 a 0 na volta classificou o Fla para as quartas de final do torneio continental. O Independiente acabou sendo o grande campeão da competição, batendo o Flamengo nas finais e levantando o tão sonhado troféu.

Um grupo de torcedores do Vélez, chamado de Los 100 Barrios, tem a imagem do soco como sua representação e definem que o soco foi uma pequena vingança pelo resultado de campo, como disse, em contato com o ge, o historiador Esteban Bekerman: "Entendemos "la trompada" (o soco) de Zandoná em Edmundo como uma pequena vingança dentro de uma partida em que estávamos muito mal futebolisticamente. Ou seja, serviu para amenizar a dor da derrota. E, ao mesmo tempo, para mostrar que aquele Vélez era realmente uma equipe de homens, de acordo com a identidade histórica do clube"