Trégua em Trípoli após quatro dias de confrontos

(15 mar) Seguranças na entrada de um complexo de residências de luxo no centro de Trípoli

Grupos armados líbios assinaram um acordo de cessar-fogo em Trípoli impulsionado pelo Governo de União Nacional (GNA), após quatro dias de combates que paralisaram a capital, anunciou nesta quinta-feira o Ministério da Defesa.

Segundo um comunicado, o acordo prevê um "cessar-fogo imediato" na capital, a partida dos grupos armados de Trípoli em um prazo de 30 dias, assim como a libertação de pessoas detidas nos últimos quatro dias.

O acordo foi assinado pelo GNA, pelos ministérios da Defesa e do Interior e pelos chefes dos grupos armados de Trípoli e Misrata, cidade do oeste líbio de onde são originários vários grupos armados presentes na capital.

As forças leais ao GNA foram contratadas para garantir a segurança dos setores que estavam sob o controle dos grupos rivais, segundo o acordo alcançado na quarta-feira.

Na noite de quarta, os combates se concentraram no bairro de Salahedin, no sul da capital, onde várias milícias rivais ocupam quartéis militares.

Mas na manhã desta quinta a situação estava tranquila na capital e em sua periferia.

As forças leais ao GNA conseguiram maior influência na capital ao conquistar vários setores que estavam nas mãos das milícias rivais, entre elas as leais ao ex-chefe de governo não reconhecido, Khalifa Ghweil, afastado do poder em Trípoli após a formação do GNA.

Os combates começaram na noite de segunda-feira após o assassinato de um dos guardas de um banco.

A capital líbia está afundada em uma insegurança crônica desde a queda de Muanmar Kadhafi, em 2011. Dezenas de milícias disputam o poder.

O GNA, apoiado pela ONU, obteve a adesão de algumas milícias desde que entrou em funções, em março de 2016, mas seguem existindo setores em Trípoli fora de seu controle.