Três anos após aprovação de lei, 8,1 bilhões de sacolas plásticas saíram de circulação no Rio

Três anos após a Lei das Sacolas Plásticas entrar em vigor, cerca de 8,1 bilhões de sacolinhas deixaram de circular no Rio. Do total, 2,7 bilhões deixaram de ir parar no meio ambiente somente no ano passado. O marco foi contabilizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj).

A lei foi aprovada em julho de 2019 e tem como principal objetivo reduzir o excesso de sacolas plásticas no meio ambiente, proibindo a distribuição das sacolas tradicionais, produzidas com petróleo 100% virgem. O Rio foi o primeiro estado a aderir à medida.

Pela legislação, 51% da composição das sacolas atuais deve ser de material reciclável. Cada unidade sai por R$ 0,05 ou R$ 0,10, o que, segundo o setor, não gera lucro.

Para a associação, o número poderia ser ainda maior se alguns municípios fluminenses não proibissem a cobrança, o que, para a organização, libera a "circulação das sacolas que acabam sendo descartadas de forma incorreta, poluindo o mar, os rios e a cidade. As sacolas entopem a drenagem urbana, causando inundações, e prejudicam a vida marinha".

Para o presidente da entidade, Fábio Queiróz, a lei gerou uma mudança no comportamento do consumidor. Uma pesquisa do ano passado mostrou que 70% dos fluminenses passaram a levar bolsas retornáveis para as compras:

– Leis municipais proibindo a venda a preço de custo das sacolas biodegradáveis pelos supermercados são, antes de tudo, inconstitucionais, além de irem na contramão de tudo o que construímos até agora. Gostaria de pedir à população que mantenha o hábito de levar sua bolsa retornável, evitando, ao máximo, a compra de sacolas – afirmou.

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