Três dos últimos quatro presidentes da CBF não terminaram mandato, e um foi preso: relembre

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O afastamento do presidente da CBF, Rogério Caboclo, em meio a denúncias de assédio contra uma funcionária, é o quarto capítulo de uma problemática sucessão presidencial na entidade. Se não voltar ao poder, Caboclo pode ser o terceiro entre os últimos quatro presidentes da entidade a ter um mandato interrompido. Desde a renúncia de Ricardo Teixeira, em 2012, apenas José Maria Marin conseguiu concluir o tempo regular de seu mandato — ele acabaria preso posteriormente.

Em março de 2012, Teixeira renunciava à presidência da entidade após 23 anos no cargo. O dirigente enfrentava problemas de saúde e investigações de irregularidades e superfaturamentos, denúncias que sempre negou. Em 2019, foi banido do futebol pela Fifa, após o comitê de ética da entidade constatar o recebimento de propina por parte do dirigente.

Marin, que já ocupava o cargo interinamente, assumiu de forma efetiva em março de 2012, e nele permaneceu até o fim de 2014, antes de dar lugar a Marco Polo Del Nero, no ano seguinte. Ex-político, o dirigente se veria envolvido com os tribunais após ser preso junto a outros seis dirigentes em operação do FBI em conjunto com autoridades locais na Suíça, em maio de 2015, quando já não era mais presidente da CBF.

Dois anos depois, Marin foi julgado e considerado culpado em seis de sete acusações envolvendo conspiração de fraudes e lavagem de dinheiro. Ele cumpria prisão domiciliar nos Estados Unidos. O dirigente teve sua pena reduzida e acabou libertado em 2020, sob alegação de riscos à saúde em meio à pandemia da Covid-19.

Eleito sucessor de Marin, Marco Polo Del Nero, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) foi mais um a deixar o cargo antes do previsto em meio a acusações. Assumiu a presidência da CBF em maio de 2015, mas acabou afastado pela Fifa em dezembro de 2017, sob denúncias de corrupção da Justiça norte-americana. No ano seguinte, Del Nero seria banido do futebol, também pela Fifa, após o comitê de ética da entidade considerá-lo culpado de suborno, corrupção e outras infrações.

Atual presidente interino da CBF, o Coronel Nunes assumiu o cargo provisoriamente naquela oportunidade. Ele ajudou a conduzir o processo eleitoral que levaria Rogério Caboclo ao poder, ao fim do mandato de Del Nero, em abril de 2019.

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