Três jornalistas birmaneses que fugiram para a Tailândia são acolhidos em outro país

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Os jornalistas foram presos junto com dois ativistas de Mianmar na cidade de Chiang Mai, no norte da Tailândia

Três jornalistas birmaneses, que foram detidos na Tailândia após fugirem da repressão da junta militar que governa Mianmar, receberam asilo em outro país, informou seu empregador nesta segunda-feira (7).

Os repórteres, que trabalham para o veículo independente Democratic Voice of Burma, DVB, chegaram em maio com dois ativistas birmaneses na cidade de Chiang Mai, no norte da Tailândia, e foram presos, acusados de entrar ilegalmente no país.

Mas os cinco "obtiveram asilo em um terceiro país e deixaram a Tailândia recentemente", disse o editor-chefe do DVB, Aye Chan Naing, em um comunicado nesta segunda-feira.

Detalhes sobre o país onde foram recebidos serão fornecidos posteriormente, acrescentou.

"Queremos agradecer a todos na Tailândia e em todo o mundo que contribuíram para tornar sua jornada o mais segura possível", disse ele, informando que os três continuam trabalhando para DVB.

Mianmar vive uma grave crise desde que os militares derrubaram o governo civil de Aung San Suu Kyi, em 1º de fevereiro, o que levou a manifestações em massa.

A junta tem reprimido violentamente os protestos e deteve supostos dissidentes em ataques noturnos, incluindo jornalistas, e também fechou órgãos de imprensa.

A Tailândia, por sua vez, indicou que estava buscando uma solução "humanitária" para evitar ter que enviar de volta os jornalistas a seu país, onde, segundo seu empregador, suas vidas estão "em perigo".

DVB, um dos meios de comunicação mais conhecidos em Mianmar, criado em 1992 por expatriados birmaneses da Tailândia e da Noruega durante o regime da junta militar anterior, transmite informações sem censura na televisão e no rádio.

Em 2012, ele se mudou para Mianmar, um ano após a auto-dissolução da junta.

Em março, algumas semanas após o golpe militar, as autoridades militares retiraram sua licença de funcionamento.

Desde então, muitos de seus jornalistas se esconderam, mas o veículo continua divulgando notícias nas redes sociais sobre a mobilização contra a junta e a repressão das forças de segurança birmanesas.

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