Três jovens são condenados por estupro na Suécia transmitido ao vivo no Facebook

(Arquivo) A Polícia deteve no sul da Rússia um casal suspeito de matar uma mulher para comê-la, após localizá-lo graças a selfies que um deles fez ao lado de pedaços do corpo da vítima

Três jovens que participaram de um estupro na Suécia transmitido ao vivo no Facebook foram condenados nesta terça-feira a prisão, informou o tribunal de Uppsala.

Reza Mohammed Ahmadi, de 21 anos, foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão por estupro e cumplicidade, e Maysam Afshar, de 18 anos, a um ano por estupro, tendo sido a pena reduzida devido à idade. Os dois são afegãos que obtiveram asilo no país.

Emil Khodagholi, um sueco de 21 anos, foi condenado a seis meses de prisão por dano agravado à integridade da vítima, por ter filmado e transmitido estupro, e não ter impedido ou denunciado o crime.

Os dois estupradores atacaram a vítima, uma mulher de trinta anos, em um apartamento em Uppsala (leste) em 22 de janeiro.

Alertada por internautas que viram a transmissão do estupro em um grupo fechado no Facebook contando com 60.000 membros, a polícia conseguiu localizar o apartamento e deter os três jovens na mesma noite.

Rapidamente apagado pelo Facebook, o vídeo do estupro voltou a ser postado na internet por internautas.

Os três réus negaram as acusações.

Apesar de os dois estupradores admitirem a relação sexual, alegam que a mesma foi consensual. Mas a acusação observou que a vítima estava "alcoolizada" e "sob a influência de drogas".

"Não é possível uma pessoa em tal estado consentir" uma relação sexual, escreveu o presidente do tribunal de Uppsala, Nils Palbrant.

Quanto ao terceiro acusado, o Ministério Público reclamou que ele encorajou seus amigos a ir mais longe e que riu do estupro. Ele se defendeu, dizendo que não estava sozinho nas filmagens e que não sabia que a vítima não concordava com a transmissão das imagens.

Os três homens foram condenados a pagar à vítima um total de 335.000 coroas (cerca de 35.000 euros).