Três pessoas são presas por queda de teleférico que matou 14 na Itália

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Três pessoas foram presas na Itália por conta da queda da cabine de um teleférico que deixou 14 mortos no domingo (23). O acidente ocorreu próximo da cidade de Stresa. O trio foi identificado como o dono, o diretor e o chefe de operações da empresa que administra o transporte. Eles podem responder por homicídio e negligência.

De acordo com os investigadores, os freios de emergência do teleférico foram desativados e os três membros da operadora estavam cientes do problema. Com a falha técnica, a cabine estava viajando a mais de 100 km por hora quando um cabo quebrou. A estrutura caiu de uma altura de cerca de 20 metros numa encosta íngreme e ainda rolou diversas vezes até ser parada pelas árvores.

— Os três detidos sabiam da falha do sistema de freio de emergência há semanas — disse a promotora Olimpia Bossi à agência de notícias EFE.

Segundo a agência Ansa, uma fonte disse ao canal de TV italiano Rai 3 que os suspeitos admitiram ter desativado o freio de emergência após "mau funcionamento no teleférico" e que reparos não consertaram o problema.

O teleférico, bastante popular, conecta a cidade de Stresa com o Monte Mottarone em 20 minutos, que fica a uma altura de quase 1.500 metros, e oferece uma vista espetacular dos Alpes e do Lago Maggiore.

Eitan Biran, de apenas cinco anos, foi o único sobrevivente da tragédia. Ele perdeu os pais, o irmão e os avós no local. A criança foi levada em estado grave para a unidade de terapia intensiva do hospital Regina Margherita, em Torino.

Na terça-feira, os médicos iniciaram o processo de retirada do coma induzido, o que pode levar dias. De acordo com a imprensa local, o menino foi resgatado nos braços do pai, que o protegeu do impacto da queda.

Autoridades divulgaram o nome das vítimas da tragédia. São elas: