Homem mata três policiais que socorriam vítima de violência conjugal na França

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Policiais isolaram a área do crime nas proximidades de Saint-Just

Três policiais foram mortos a tiros, e um quarto ficou ferido, durante uma intervenção em um caso de violência conjugal nesta quarta-feira (23), em uma pequena cidade do centro da França.

O governo francês informou que o suposto agressor, de 48 anos, foi encontrado morto algumas horas depois dos crimes, em um aparente suicídio.

Os atos aconteceram em uma localidade isolada próxima de Saint-Just, no departamento de Puy-de-Dôme, na madrugada de quarta-feira, informou a Promotoria da região à AFP.

Os agentes foram atingidos pelos tiros disparados por um homem no momento em que tentavam ajudar uma mulher que estava refugiada no telhado de uma residência.

As vítimas fatais eram homens, com idades entre 21 e 45 anos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, chamou os agentes de "heróis" e confirmou que eles compareceram ao local para auxiliar uma mulher "vítima de violência conjugal".

"A Nação se une à dor de suas famílias. Para nos proteger, nossas forças colocam em risco suas vidas. São nossos heróis", afirmou o chefe de Estado em um mensagem no Twitter.

A mulher foi resgatada ilesa e interrogada para explicar o ocorrido.

Pouco depois da meia-noite, dois policiais compareceram a uma residência da localidade, em resposta a uma denúncia de violência doméstica. Eles tentaram se aproximar da casa em que a mulher buscou refúgio, e o agressor abriu fogo.

Um deles faleceu no local, e o segundo, ferido, foi levado pelos bombeiros para um hospital da cidade de Ambert.

Depois de provocar um incêndio na casa, o homem voltou a atirar na direção dos policiais que estavam nas proximidades do imóvel e matou outros dois agentes, segundo fontes oficiais.

Os bombeiros tiveram de esperar por vários minutos antes de conseguirem uma aproximação das vítimas e, quando chegaram até os policiais, já estavam mortos.

Durante a madrugada, as forças de segurança mobilizaram um grande dispositivo, com 300 militares, para deter o agressor.

O suposto atirador teria antecedentes criminais por problemas de custódia de menores.

Com exceção dos atentados terroristas, os ataques com armas de fogo contra as forças de segurança na França são raros. Em junho de 2012, duas policiais morreram em Collobrières (sudeste), em uma operação para acabar com uma disputa entre vizinhos.

Em maio, um homem entrincheirado em sua casa na cidade de Saint-Christoly-Médoc (sudoeste) abriu fogo contra policiais com um fuzil e feriu um agente. O atirador foi morto pelas unidades especiais quando pretendia retomar o ataque contra os agentes.

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