Três presas escavam túnel para fugir e são transferidas para presídio de segurança máxima em Bangu

Pela primeira vez, no sistema penitenciário fluminense, três presas foram para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), no presídio de segurança máxima Bangu 1, transferência feita pela Secretaria de Administração Penitenciária. Essa foi a punição que receberam por tentar fugir por um buraco que estavam cavando, formando um túnel que levava para o pátio da Penitenciária Talavera Bruce, também em Bangu. Do lado de fora, as policiais penais que tomam conta da unidade, encontraram outro buraco que se ligaria ao escavado pelas detentas. Também havia uma corda, que possibilitaria a fuga por cima do muro.

A descoberta foi feita durante uma revista de rotina nas carceragens. As policiais penais desconfiaram do nervosismo de duas internas e decidiram vasculhar melhor a cela, encontrando o buraco. As duas teriam confessado que estavam fazendo um túnel para fuga e ainda indicaram uma terceira detenta que estaria com elas no plano. As presas são: Thais de Souza Lobo, que cumpre pena por roubo, condenada a pena de 21 anos e 6 meses de prisão; Inara Lopes de Oliveira, com pena de 11 anos e 6 meses também por roubo; e Raquel Alexsandra de Almeida, por associação criminosa, com condenação de 9 anos e 7 meses. Para as três restavam concluir 13 anos e 7 meses, 7 anos e 8 meses e 7 anos e 9 meses, respectivamente.

O RDD é uma forma especial de cumprimento da pena no regime fechado, que consiste na permanência do presidiário (provisório ou condenado) em cela individual, com limitações ao direito de visita e do direito de saída da cela. Até hoje, só homens ocuparam o presídio de segurança máxima Bangu1. Com a entrada delas na unidade, uma das quatro galerias, que estava vazia, foi disponibilizada para mulheres. Cada uma ficará em cela individual, sem direito a visitas de parentes.