Três suspeitos são presos um ano após grande roubo de diamantes na Alemanha

Sophie MAKRIS
·2 minuto de leitura
Os ladrões invadiram o museu desta cidade barroca da ex-RDA de madrugada e em poucos minutos conseguiram apreender objetos preciosos do século XVIII
Os ladrões invadiram o museu desta cidade barroca da ex-RDA de madrugada e em poucos minutos conseguiram apreender objetos preciosos do século XVIII

A polícia alemã prendeu nesta terça-feira (17) três suspeitos de um grande roubo de joias e diamantes, entre eles um de 49 quilates, que ocorreu em novembro de 2019 em um museu de Dresde (leste da Alemanha), e realizou várias buscas para recuperar os objetos roubados.

Os investigadores revistaram 18 propriedades em Berlim, incluindo dez apartamentos, assim como garagens e veículos, relacionados com este caso considerado pela imprensa local como o maior roubo de arte na história moderna do país.

"As ações adotadas hoje têm como objetivo recuperar os tesouros artísticos roubados e procurar evidências (...)", indicaram a polícia e promotoria em um comunicado.

No total, 1.638 policiais foram mobilizados em várias operações em várias regiões da Alemanha, de acordo com o comunicado.

As três pessoas detidas, de nacionalidade alemã, cujas identidades não foram reveladas, são "claramente suspeitas" de participação em 25 de novembro de 2019 no roubo do museu Abóboda Verde (Grünes Gewölbe) de Dresde.

Os ladrões invadiram o museu desta cidade barroca da ex-RDA de madrugada e em poucos minutos conseguiram roubar objetos preciosos do século XVIII, que incluíam "centenas" de diamantes - um deles de 49 quilates - e joias.

A direção do Abóboda Verde disse no momento do roubo que eram peças de um valor histórico e cultural "inestimável" e impossível de avaliar.

- Meio milhão de recompensa -

Após o roubo, a polícia ofereceu uma recompensa de 500.000 euros (US$ 595.000) por informações que pudessem levar aos seus autores.

De acordo com o jornal alemão Bild, várias das propriedades registradas em Berlim nesta terça-feira estão vinculadas a uma família de origem árabe com notórios vínculos com o crime organizado.

O chamado "clã Remmo" esteve envolvido em outro grande roubo em um museu no coração de Berlim, no qual 100 quilos de moedas de ouro foram roubados.

Segundo a polícia, além dos três presos pelo assalto em Dresden, dois outros suspeitos da família Remmo, Abdul Majed Remmo e Mohammed Remmo, ambos de 21 anos, estão sendo procurados no caso.

Nos últimos anos, os chamados "clãs" originários principalmente do Oriente Médio chamaram a atenção da polícia na capital alemã.

No ano passado, dezenas de propriedades do clã dos Remmos foram apreendidas, por um valor de 9,3 milhões de euros (US$ 11 milhões), que haviam sido adquiridas graças aos lucros obtidos por vários crimes, entre eles o roubo de um banco em 2014.

Em outro grande roubo neste mesmo mês, uma gangue de ladrões roubou em 1o de novembro cerca de 6,5 milhões de euros (7,7 milhões de dólares) de um prédio da alfândega alemã em Emmerich (oeste), após perfurar a parade da sala de cofres.

Segundo as investigações, três pessoas vestidas de preto e com toucas de cor escura entraram no edifício às 06h00 da manhã e cerca de cinco horas depois o abandonaram, depois de encherem um carro branco com dinheiro em notas.

hmn/fec/me/zm/aa