Trabalhadores dos Correios irão receber parte dos lucros da empresa

Correios é hoje a única empresa nacional de entregas capaz de chegar aos quatro cantos do Brasil
Correios é hoje a única empresa nacional de entregas capaz de chegar aos quatro cantos do Brasil
  • Ano passado a empresa nacional obteve seu melhor resultado financeiro dos últimos 22 anos;

  • Mudança vem após negociação salarial entre os trabalhadores e a diretoria da empresa;

  • Correios é a única empresa de entrega nacional capaz de atender os quatro cantos do Brasil.

Em nova negociação salarial, os Correios irão dividir o lucro da empresa com seus trabalhadores. De acordo com Floriano Peixoto, presidente da instituição, isso só foi possível graças ao grande resultado positivo que a empresa apresentou no ano passado.

“Alcançamos o melhor resultado financeiro dos últimos 22 anos: um lucro de R$ 3,7 bilhões”, afirmou Peixoto em entrevista no programa A Voz do Brasil desta segunda-feira (12).

A negociação tinha como objetivo, por parte dos trabalhadores, recuperar as perdas salariais causadas pela inflação dos últimos anos. Segundo Peixoto, "isso é uma questão de justiça e um dever constitucional da empresa para a nossa força de trabalho, o nosso bem maior”.

O texto aprovado pelos funcionários e pela diretoria da instituição, a reposição salarial será dada a partir de reajustes no salário, no pagamento das funções e nos benefícios. Peixoto destacou a importância da negociação, que chegou a um acordo satisfatório com a categoria. “O que a gente observa hoje é que nossos empregados estão profundamente comprometidos e dedicados aos melhores resultados.”

Ainda que muito se fale sobre a possibilidade de privatizar os Correios, Floriano Peixoto falou sobre o papel fundamental da instituição na sociedade brasileira e na amplitude de seu trabalho. "É um trabalho muito importante. Os correios são a única empresa nacional com capacidade de entregar encomendas e postais em todos os municípios do Brasil, de leste a oeste, de norte a sul."

“Os correios são do Brasil e dos brasileiros”, concluiu Peixoto.