Trabalharemos para repelir ataques injustificados no tema ambiental, diz Bolsonaro

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo, em discurso proferido na cúpula do G20, que o governo trabalhará para repelir ataques ligados ao tema ambiental vindo de nações menos competitivas e sustentáveis, ao mesmo tempo em que frisou que o país seguirá protegendo a Amazônia e o Pantanal.

Em fala por videoconferência, Bolsonaro indicou a necessidade de expor a "realidade dos fatos" após reconhecer que os acordos comerciais --que estão na agenda do governo para abertura econômica-- são cada vez mais influenciados pela questão ambiental.

O presidente ressaltou que o país alimenta "quase um bilhão e meio de pessoas", garantindo a segurança alimentar de diversos países com a exportação de produtos agrícolas e pecuários "sustentáveis e de qualidade".

"Ressalto que essa verdadeira revolução agrícola no Brasil foi realizada utilizando apenas 8% de nossas terras. Por isso, mais de 60% de nosso território ainda se encontra preservado com vegetação nativa", disse.

"Tenho orgulho de apresentar esses números e reafirmar que trabalharemos sempre para manter esse elevado nível de preservação, bem como para repelir ataques injustificados proferidos por nações menos competitivas e menos sustentáveis", acrescentou.

O posicionamento do presidente vem num ano em que o Brasil tem sido duramente criticado internacionalmente pelo desmatamento e por queimadas na Amazônia, e pela forma como lidou com o fogo se alastrando pelo Pantanal.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a reconhecer o questionamento de investidores estrangeiros sobre a governança do país na área ambiental, pontuando que qualquer tipo de percepção que não estivesse em conformidade afetava o fluxo de investimentos. Por sua vez, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem reiterado publicamente que há "oportunismo protecionista" de alguns países ao criticarem o Brasil.

Neste domingo, Bolsonaro afirmou que o país é responsável por menos de 3% da emissão de carbono, mesmo sendo uma das dez maiores economias do mundo, e que possui a matriz energética mais limpa dentre os integrantes do G20.

"O que apresento aqui são fatos, e não narrativas. São dados concretos e não frases demagógicas que rebaixam o debate público e, no limite, ferem a própria causa que fingem apoiar", afirmou.

"Vamos continuar protegendo nossa Amazônia, nosso Pantanal e todos os nossos biomas", completou.

(Por Marcela Ayres)