Trabalho degradante: 116 funcionários de fazenda são resgatados em Goiás

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RIO - Um grupo de 116 pessoas que trabalhavam descascando milho para a produção de cigarros foi resgatado nesta quarta-feira, em Água Fria de Goiás. Os trabalhadores enfrentavam condições degradantes, de acordo com o Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Defensoria Pública da União, que coordenaram a ação.

Os funcionários da fazenda tinham jornadas de trabalho que ultrapassavam as 12 horas, recebiam apenas duas refeições por dia e nem todos os trabalhadores tinham cama para dormir. As informações são do Correio Braziliense.

De acordo com o jornal, o MPT-GO negocia um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a empresa. O documento prevê a regularização das condições de trabalho oferecidas e, também, uma reparação financeira pelos danos sociais causados aos funcionários.

A empresa, que não teve o nome divulgado, ainda não fechou o acordo com o MPT-GO. Caso recuse a oferta, o órgão adiantou que tomará medidas judiciais.

Segundo o Correio, a empresa já foi notificada por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência a formalizar os contratos de forma retroativa e a pagar todos os direitos trabalhistas, que ao todo chegam a R$ 900 mil. Também foram emitidas guias de seguro-desemprego para os funcionários receberem três parcelas mensais de um salário mínimo.

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