Traficante brasileiro procurado pela Interpol 'atuava como comerciante de pescado', diz polícia colombiana

Para a polícia colombiana, o narcotraficante brasileiro Afonso Celso Caldas de Lima, de 42 anos, assassinado a tiros na quinta-feira, atuava na região como "comerciante de pescado". Ele foi morto na na cidade colombiana de Letícia, que faz fronteira com Tabatinga, no Amazonas. Os dois municípios ficam na região do Vale do Javari.

Conhecido como Celsinho do Compensa, o traficante de drogas era foragido da Justiça do Amazonas. Ele tinha uma condenação a 24 anos de prisão por tráfico de entorpecentes e era procurado pela Interpol por ser um dos maiores exportadores de cocaína da América do Sul.

Além do alerta vermelho da Interpol, Celsinho do Compensa tinha um pedido de extradição da justiça dos Estados Unidos. Os disparos que mataram Compensa deixaram dois feridos, um deles um advogado brasileiro, e mataram uma turista holandesa.

O "Fantástico", da TV Globo, procurou a polícia colombiana para saber sobre indícios de conexão entre o comércio ilegal de pescado e o tráfico de drogas.

— Não vemos essa ligação, a não ser em transporte. aí pode haver um complemento entre o narcotráfico e a pesca — disse o coronel William Lara.

De acordo com o El País, Celsinho do Compensa tinha ligações com o cartel de Clan del Golfo e com o grupo paramilitar Los Puntilleros, ambos da Colômbia.

O "Fantástico" reforçou a dúvida. Lara respondeu:

— Reitero que na Colômbia o conhecíamos como comerciante de pescado, e só depois, falando com autoridades do Brasil e do Peru soubemos que tinha uma longa ficha criminal.

Celsinho do Compensa havia sido preso em 2016 durante a Operação La Muralla, que investigou o tráfico de drogas provenientes da Colômbia e que entravam no Brasil pelo Rio Amazonas. O traficante fugiu da cadeia no ano seguinte.

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