Traficante holandês preso no Rio vendia ecstasy em festival na Bélgica

Paolla Serra
·2 minuto de leitura

O traficante holandês Etien Juelien Orfeus Ritfeld, conhecido como Etta, de 39 anos, foi declarado culpado e condenado por posse e tráfico de maconha, cocaína e heroína, pelo Tribunal de Antuérpia, na Bélgica. Ele é acusado também de vender comprimidos de ecstasy em um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, o Tomorroland, que acontece anualmente no país.

De acordo com o seu cadastro na Difusão Vermelha da Interpol, ao qual o EXTRA teve acesso, em uma das edições do evento, além de traficar a chamada droga do amor, como é conhecida o XTC, Etta chegou a fazer ameaças a quatro pessoas. As investigações mostraram que ele disse que, caso elas não mudassem as declarações que deram contra ele, ele “saberia onde encontrá-las quando voltasse da prisão” e ainda que ele “tinha uma arma à sua disposição” (em tradução livre).

Pelos crimes de tráfico, ameaças e organização criminosa, Etta foi condenado a uma pena de sete anos de prisão. De acordo da Polícia Federal, ele chegou ao Rio em 21 de dezembro, dois dias depois da expedição do seu mandado de extradição pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ficou hospedado em um endereço em Copacabana, e, desde o dia 26, estava num hotel no mesmo bairro.

O estrangeiro conheceu a atual companheira, uma carioca, em viagens para a Holanda e Espanha, há cerca de cinco anos. Eles ficaram noivos em novembro do ano passado. Ao ser surpreendido pelos agentes do Núcleo de Cooperação Policial Internacional e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, em um restaurante na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, o casal contou que entregaria os documentos a um despachante, na tarde desta terça-feira, dia 26, para dar entrada no casamento. Ele tentaria permanecer no país tendo como base o enlace com a brasileira.