Traficantes instalam câmeras escondidas em postes para monitorar rotina da polícia em Angra

Na tentativa de monitorar a rotina das polícias Militar e Civil em patrulhamento de rotina ou operações, criminosos do Morro do Santo Antônio, em Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense, montaram uma central de TV a cabos e instalaram diversas câmeras pela comunidade. No último sábado, agentes do 33º BPM (Angra dos Reis) realizaram uma ação que culminou com a desarticulação da central de monitoramento do crime organizado. Na operação, uma televisão, cinco câmeras de alta resolução, roteadores e um rádio comunicador foram apreendidos. Um homem e uma mulher foram presos. Durante a ação, um policial militar divulgou um vídeo em que aparece desmontando o equipamento de alta resolução. Nas imagens o agente explica a tática dos criminosos:

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“Olha aí rapaziada, os gansos (bandidos) estão inovando. Botaram uma caixinha no poste. Fica no poste e você nem vê. E não tem só isso aqui não. Não é porcaria não”, fala o PM que aparece no vídeo. A região é dominada pela maior facção criminosa do estado.

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De acordo com a PM, além da central de monitoramento foram apreendidos: sessenta pinos de cocaína, cinco unidades de maconha e quatro frascos de cheirinho da loló. O caso foi registrado na 166ª DP (Angra). No site da empresa fabricante das câmeras, o equipamento custa R$ 108 cada e é oferecido como um dos melhores equipamentos de monitoramento.

Comunidades monitoradas por câmeras de segurança

Não é a primeira vez que a PM encontra equipamentos de monitoramento em favelas do Rio. Em 2019, homens do 18ºBPM (Jacarepaguá) apreenderam câmeras espalhadas pela comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca. À época, os aparelhos – quatro câmeras de alta tecnologia – estavam em postes e eram utilizados por traficantes para acompanhar a movimentação dentro da comunidade.Dois anos antes, o 41º BPM (Irajá) descobriu um sistema de câmeras instaladas pelo tráfico para monitorar a favela de Acari, na Zona Norte do Rio.

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Os equipamentos também eram de alta tecnologia. O que chamou a atenção dos policiais foi o tamanho das câmeras. Eles disseram ainda que tiveram muita dificuldade para localizar o ponto de instalação delas.Naquele ano, a PM localizou sete câmeras. Elas ficavam espalhadas em pontos estratégicos da comunidade e para monitorar todo o sistema, a quadrilha só precisava de uma rede de internet sem fio. Um pequeno aparelho no poste fazia a conexão e pelo celular os traficantes conseguiam ver tudo em tempo real. Inclusive a chegada da polícia.

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