Traficantes matam sete jovens e jogam os corpos para porcos

Inquérito da Polícia Civil aponta, ainda, que Álvaro Malaquias Santa Rosa, o "Peixão", foi o mandante do crime - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Resumo da notícia

  • Tribunal decretou a prisão de 11 traficantes

  • Disque Denúncia oferece recompensa de R$ 2 mil por informações sobre paradeiro de líder do tráfico

No dia 26 de maio deste ano, sete jovens desapareceram na favela Cinco Bocas, na zona norte do Rio de Janeiro. A Polícia Civil concluiu que eles foram assassinados por traficantes que jogaram seus corpos para os porcos comerem. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão de 11 traficantes por homicídio e ocultação de cadáver.

Os jovens assassinados são Adalberto Bispo Pereira Neto, Alexandre Gomes Correia, Darlan Gonçalves, Matheus Silva das Neves, Rafael Magalhães Celestino, Thiago Moreira Sbano e Victor Hugo de Queiroz Surcin.

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Na denúncia, o Ministério Público (MP-RJ) afirma que os assassinatos aconteceram em uma disputa de território entre as facções TCP (Terceiro Comando Puro) e CV (Comando Vermelho). O inquérito da Polícia Civil aponta, ainda, que Álvaro Malaquias Santa Rosa, o "Peixão", foi o mandante do crime. Ele é chefe do tráfico na comunidade Cidade Alta, também na zona norte, e integrante do TCP. A favela das Cinco Bocas é dominada pelo CV.

A Justiça determinou a prisão 10 outros traficantes do "Bonde do Peixão". O líder encontra-se foragido – o Disque Denúncia oferece uma recompensa de R$ 2 mil por informações que levem ao seu paradeiro.

"Os referidos cadáveres não foram localizados, havendo nos autos depoimentos e postagens em redes socias de moradores segundo as quais os cadáveres das vítimas foram retirados do local (...) e dados a porcos para serem comidos (...) Os corpos das vítimas, totalmente picotados, foram jogados como alimentos para porcos selvagens que são criados em Parada de Lucas, os quais comem inclusive os ossos", diz a denúncia do MP, baseada nas investigações da Delegacia da Penha (22ª DP).

Parentes das vítimas deram depoimentos à Polícia sobre o dia em que os jovens foram raptados. Um deles foi abordado dentro da própria casa, com o filho pequeno no colo. A mãe conta que tentou impedir que o filho fosse levado pelos três homens que bateram na porta da residência se identificaram como policiais. Disseram que, se não os deixassem entrar, jogariam uma granada no local. O jovem foi agredido com socos e coronhadas, e um dos agressores deu um tiro de fuzil na parede, para intimidá-los.