Tragédia da barragem do Fundão em Mariana completa 5 anos

Dayana Vitor - Repórter da Rádio Nacional
·2 minuto de leitura

“5 de novembro de 2015 eu tinha uma vida pacata que se dividia entre o trabalho na cidade e o descanso e lazer na zona rural em Bento Rodrigues, onde a minha história começou, até que a avalanche de lama levou toda minha história e os meus bens. Infelizmente as perdas vem se arrastando ao longo do tempo, visto que a reparação segue a passos lentos”.

A fala é do comerciante Mauro da Silva, que hoje integra a comissão de atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão.

Moradores de Barra Longa, uma das regiões atingidas pela tragédia de Mariana, também sofrem com depressão - José Cruz-Agência Brasil
Moradores de Barra Longa, uma das regiões atingidas pela tragédia de Mariana, também sofrem com depressão - José Cruz-Agência Brasil
Moradores de Barra Longa, uma das regiões atingidas pela tragédia de Mariana, também sofrem com depressão - José Cruz-Agência Brasil
Moradores de Barra Longa, uma das regiões atingidas pela tragédia de Mariana, também sofrem com depressão - José Cruz-Agência Brasil

Área atingida pelo rompimento da barragem de Fundão- José Cruz-Agência Brasil - José Cruz/Agência Brasil

Para se ter uma ideia da extensão da tragédia, a lama de resíduos causou a morte de 19 pessoas e uma série de impactos ambientais, sociais e econômicos, atingindo 39 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.

E assim como Mauro, integrantes da Força-Tarefa Rio Doce, do Ministério Público Federal, também percebem que as ações reparatórias demoram a se concretizar.

Para os procuradores, a Fundação Renova, criada para reparar os danos do rompimento dessa barragem, está demorando para tirar do papel os 42 programas previstos no Termo de Transação e Ajustamento de Conduta para minimizar os efeitos da devastação do mar de lama que se espalhou por 670 quilômetros.

Até agosto de 2020, segundo o MPF, apenas 34% das famílias cadastradas como afetadas pela lama em Mariana receberam a indenização.

Além da demora da compensação, o coordenador substituto da Força Tarefa do Ministério Público, o procurador Eduardo Henrique Aguiar, lamenta a demora na entrega de novas casas para os atingidos pelo rompimento.

O presidente da Fundação Renova, André de Freitas, garante que as indenizações podem aumentar, depois que a 12ª Vara Federal de Justiça determinou a flexibilização dos critérios para o recebimento.

Quanto às casas, André de Freitas informou que a fundação entregou duas, 37 estão em construção e quatro deverão ser entregues até o final deste ano. Esse também é o prazo, segundo ele, para concluir 95% das obras de infraestrutura no novo distrito de Bento Rodrigues.

Mariana_MG, 01 de setembro de 2020

Fundacao RENOVA

Na imagem, as obras do reassentamento do novo Bento Rodrigues

Imagem: NITRO Historias Visuais
Mariana_MG, 01 de setembro de 2020 Fundacao RENOVA Na imagem, as obras do reassentamento do novo Bento Rodrigues Imagem: NITRO Historias Visuais
Mariana_MG, 01 de setembro de 2020

Fundacao RENOVA

Na imagem, as obras do reassentamento do novo Bento Rodrigues

Imagem: NITRO Historias Visuais
Mariana_MG, 01 de setembro de 2020 Fundacao RENOVA Na imagem, as obras do reassentamento do novo Bento Rodrigues Imagem: NITRO Historias Visuais

Mariana_MG, 01 de setembro de 2020 Fundacao RENOVA Na imagem, as obras do reassentamento do novo Bento Rodrigues Imagem: NITRO Historias Visuais - Divulgação/Fundação Renova/NITRO Histórias Visuais

Enquanto essas obras não são concluídas, moradores como o Mauro, que perderam tudo no mar de lama que tomou conta da região, vivem em casas alugadas e das lembranças do passado.

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