Tragédia do Sarriá: derrota dolorosa da Copa-1982 completa 40 anos; relembre

Três gols de Paolo Rossi decretaram, há exatos 40 anos, uma das mais dolorosas derrotas da história do futebol brasileiro. A vitória da Itália por 3 a 2, em 5 de julho de 1982, na Copa do Mundo da Espanha, representou o fim do sonho de título de uma das mais brilhantes gerações de jogadores do país. O revés é lembrado como a "tragédia do Sarriá", nome do palco do duelo, em Barcelona, demolido no fim dos anos 1990.

Havia motivos de sobra para o otimismo brasileiro naquele Mundial. Depois de encantar o mundo na Copa de 1970, quando conquistou o tri, o Brasil ficou pelo caminho na Alemanha-1974 (perdendo para a Holanda de Cruyff) e na Argentina-1978 (quando viu a arquirrival erguer a taça em casa). Em 1982, Telê conseguiu reunir o talento de craques como Leandro, Júnior e Zico (Flamengo), Sócrates (Corinthians), Falcão (Roma), Cerezo e Éder Aleixo (Atlético-MG), entre outros grandes nomes.

A expectativa aumentou depois das três vitórias na primeira fase, com direito a goleadas contra Escócia (4 a 1) e Nova Zelândia (3 a 1). Na segunda fase, o triunfo sobre a Argentina por 3 a 1 só ampliava tal favoritismo, a ponto de depender apenas de um empate no segundo duelo para ir à semifinal (apenas o primeiro da chave se classificava).

Naquela tarde no Sarriá, Rossi abriu o placar aos 5 minutos de jogo, mas Sócrates empatou pouco depois. O italiano voltou a balançar as redes aos 25, mas Falcão igualou o marcador novamente no meio da segunda etapa — resultado que classificada o Brasil. Mas seis minutos depois, aos 29, após cobrança de escanteio, Rossi fez o terceiro dele no jogo.

Na semifinal, a Itália superou a Polônia por 2 a 0 (outra vez com gols de Rossi) e, na finalíssima, ganhou da Alemanha Ocidental. A vitória encerrava 44 anos de espera dos italianos pelo tri.

Para o Brasil também demoraria um pouco para encerrar o jejum. No México, mesmo com remanescentes da Copa da Espanha, como Júnior, Falcão, Sócrates e Zico, a seleção de Telê parou nas quartas de final, nos pênaltis, na primeira de três eliminações para a França em 20 anos. O jejum continuou no Mundial seguinte, na Itália, quando o Brasil de Sebastião Lazaroni caiu para a Argentina, nas oitavas de final. O tetra viria nos Estados Unidos, em 1994. Contra a Itália.

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