Transição para carros elétricos pode custar 60 mil empregos à Itália

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Inauguration of the Milano Monza Open-air Motorshow (MIMO) in Piazza del Duomo in Milan, Italy, on June 10 2021. 62 car manufacturers display their new hybrid and electric models in an exhibition that starts in Piazza San Babila and ends at Castello Sforzesco.Inauguration of the Milano Monza Open-air Motorshow (MIMO) in Piazza del Duomo in Milan, Italy, on June 10 2021. 62 car manufacturers display their new hybrid and electric models in an exhibition that starts in Piazza San Babila and ends at Castello Sforzesco. (Photo by Mairo Cinquetti/NurPhoto via Getty Images)
Outra proposta para salvaguardar o setor é apoiar a demanda do setor automobilístico com incentivos à substituição de frotas públicas
  • Maior sindicato metalúrgico da Itália disse que a transição para elétricos pode custar 60 mil empregos;

  • Sindicato pede a governo e FMI que estabeleça um fundo de transição para auxílio de trabalhadores;

  • Federação Italiana de Metalúrgicos quer seguir exemplo de outros países europeus; 

O maior sindicato de metalúrgicos da Itália, a Federação Italiana de Metalúrgicos (FIM-CISL), disse nesta sexta-feira que a transição para os carros elétricos coloca em risco ao todo 60 mil empregos no país, em meio a crise causada pela pandemia e processo de transição de motores. Segundo declarou o sindicato em comunicado reproduzido pela agência Sputnik Italia, para isso precisamos de diálogo e intervenções imediatas de apoio.

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Por isso, “o FMI não vai testemunhar silenciosamente o declínio” do setor e pede ao Ministério do Desenvolvimento Econômico que estabeleça um Fundo de Transição para ajudar os trabalhadores e as empresas, conforme escrito em comunicado assinado pelo secretário nacional da FIM-CISL, Ferdinando Uliano e pelo coordenador automotivo nacional da Federação, Stefano Boschini.

Federação Italiana de Metalúrgicos quer seguir exemplo de outros países europeus

Uliano e Boschini sublinham que a Fim já propôs a necessidade de uma intervenção de apoio, com a constituição de um Fundo de apoio à transformação da indústria automóvel como o fizeram noutros países da Europa, em resumo, uma rede de segurança para os trabalhadores que correm o risco de pagar o preço mais elevado, mesmo que sejam "o fulcro desta mudança".

Nas intenções do sindicato, o Fundo “deverá apoiar todas as intervenções de carácter industrial, funcional para acompanhar o processo de transformação e inovação do sector que vai desde a digitalização, passando pela mudança de motores, passando pela produção de baterias a a dos semicondutores, mas também das tecnologias do hidrogênio e das cadeias de valor da economia circular; simultaneamente financiando a modernização da organização do trabalho nas pequenas e médias empresas”, conforme declarou em seu comunicado à imprensa italiana reproduzido pela agência Sputnik.

Outra proposta para salvaguardar o setor é apoiar a demanda do setor automobilístico com incentivos à substituição de frotas públicas e à compra de carros elétricos e híbridos. E por último um “Comitê de Peritos” com a missão de propor um conjunto de linhas de intervenção e apoiar o grupo de trabalho dos fabricantes, segundo ressaltou o comunicado. 

“Apesar das reclamações e pedidos dos sindicatos e das empresas, na lei orçamental o governo não incluiu nenhuma intervenção de apoio a um setor sobrecarregado pelas mudanças provocadas pela transição energética e ecológica”, afirmou em comunicado Ferdinando Uliano, chefe da Federação Italiana de Metalúrgicos.

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