Transmissão, mutações, velocidade e gravidade: o que a ciência já sabe sobre a Ômicron

RIO — A Humanidade vive a maior explosão de um vírus já registrada. Pandemia dentro da pandemia, a Ômicron varre o planeta, com sinais de que se espalha mais depressa do que o sarampo, o mais contagioso vírus conhecido. Ela também propaga dúvidas. Entre as poucas certezas está o fato de que é quase sempre branda em pessoas totalmente vacinadas.

O mundo comprova na escala de milhões de novos casos de Covid-19 gerada pela Ômicron o que a vacinação prometeu fazer desde o início: reduzir o número de casos graves e mortes.

Com isso, a cepa produz também pandemias paralelas: a dos vacinados e a dos não vacinados. Diretora do Departamento de Imunização da Organização Mundial da Saúde (OMS), Kate O’Brien disse na semana passada que os não vacinados representam entre 80% a 90% dos pacientes graves e mortos pela Ômicron.

Por escapar parcialmente dos anticorpos, a nova variante do coronavírus pode causar reinfecção em vacinados, mas eles raramente adoecem com gravidade. Isso, em geral, ocorre em pessoas com comorbidades, caso do homem de 68 anos, morto em Goiás na quinta-feira, que sofria de um doença pulmonar obstrutiva crônica grave e hipertensão e que se tornou o primeiro óbito oficial da Ômicron no país.

A Ômicron tem apenas dois meses, e não é possível projetar seu impacto com precisão, mas dados preliminares de África do Sul, Reino Unido e Dinamarca indicam que ela é mais branda. E ela pode sobrecarregar o sistema de saúde devido à avalanche de casos leves.

O que a ciência já descobriu sobre mutações, vacinação, gravidade, transmissão, velocidade, mortes e crianças em relação a Ômicron?

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