Transporte intermunicipal do Grande Rio já opera com restrições

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

Os modais de transporte público que integram os municípios da região metropolitana à cidade do Rio de Janeiro operam com restrições desde o primeiro minuto de hoje (21), devido à pandemia do novo coronavírus. Os meios rodoviários, como ônibus e vans, estão proibidos de circular entre a capital e os demais municípios.

Os trens e barcas também operam com várias restrições. Dez estações da Supervia, concessionária que administra os trens de passageiros do Grande Rio, estão fechadas: Ramal Japeri (Presidente Juscelino, Olinda, Lages e Paracambi), Ramal Belford Roxo (Coelho da Rocha, Agostinho Porto e Vila Rosali) e Ramal Saracuruna (Jardim Primavera, Campos Elíseos e Corte 8).

Já nas barcas, foi interrompida a operação nas estações de Charitas (Niterói) e Cocotá (Ilha do Governador).

Além disso, há várias estações de trens, barcas e metrô com pontos de controle para permitir apenas o acesso de pessoas que trabalham em setores considerados essenciais para a sociedade (relação abaixo) e de pacientes em tratamento de saúde, com direito a um acompanhante.

Os trabalhadores precisam portar algum documento que comprove sua função eolocal de trabalho, como carteira de trabalho, crachá ou contracheque. Já os pacientes precisam ter um atestado médico ou documento que comprove a situação de saúde.

O porteiro Otoniel Ramos da Silva, morador do bairro de Santa Rita, em Nova Iguaçu, precisou usar o trem para chegar ao trabalho, em um condomínio residencial em Vila Isabel, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Normalmente, ele faz o trajeto em um ônibus intermunicipal.

“Embarquei na estação de Nova Iguaçu. O trem estava bem vazio, mas antes de entrar havia um cordão de policiais que pediam documentos. Como eu estava com o contracheque e trabalho em um condomínio, eles me deixaram entrar”, disse.

Na manhã de hoje, alguns passageiros enfrentaram filas para entrar nas barcas. Apesar das restrições, nos trens, alguns vagões estavam cheios.

BRT suspenso

Passageira de ônibus BRT no RIo, adere ao uso de máscaras descartáveis por precaução contra o coronavírus
Passageira de ônibus BRT no RIo, adere ao uso de máscaras descartáveis por precaução contra o coronavírus

Passageira de ônibus BRT no Rio, adere ao uso de máscara descartável por precaução contra o coronavírus - Fernando Frazão/Agência Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro também decidiu suspender a circulação do corredor Transoeste do BRT neste fim de semana. O serviço foi suspenso no primeiro minuto de hoje e só será retomado às 4h de segunda-feira (23). A medida visa evitar a aglomeração de passageiros principalmente no Terminal Jardim Oceânico.

“O BRT Rio irá aumentar a frequência dos serviços neste terminal para absorver de modo mais eficiente a demanda de passageiros que fazem a integração com o metrô. As novas linhas temporárias visam concentrar a saída de um maior número de serviços do Terminal Alvorada, que tem um espaço muito mais amplo e é melhor para organizar o controle de usuários nos articulados”, diz nota da concessionária BRT Rio.

Os serviços que circulam nos corredores Transcarioca e Transolímpica, por outro lado, continuarão normais neste sábado e domingo.

 

Atividades consideradas essenciais:

1 - Servidores públicos em serviço, inclusive aqueles relacionados às Forças Armadas, bombeiro militar, e agentes de segurança pública;

2 - Profissionais do setor de saúde em geral, inclusive individuais que prestem serviços de atendimento domiciliar, excetuando-se os serviços de natureza estética;

3 - Profissionais do setor de comércio relacionados aos gêneros alimentícios, tais quais mercados, supermercados, armazéns, hortifrutis, padarias e congêneres, farmácias drogarias e pet shops, revendedores de água e gás;

4 - Profissionais do setor de serviços tais quais transporte e logística em geral, como transportadoras, portos e aeroportos, motoristas de transporte público, correios, e congêneres, serviços de entregas, distribuidoras, fornecimento de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, asseio e conservação, manutenção predial, empregados em edifícios e condomínios, vigilância e segurança privada, lavanderias hospitalares, veterinárias, funerárias, imprensa, serviços de telecomunicação e postos de gasolina;

5- Profissionais do setor industrial que exerçam atividades nas indústrias de alimentos, farmacêutica, material hospitalar, material médico, produtos de higiene, produtos de limpeza, ração animal, óleo e gás, serviços de apoio às operações offshore, refino, coleta de lixo, limpeza urbana e destinação de resíduos, distribuidoras de gás e energia elétrica e companhias de saneamento.