"Tratam com desumanidade", reclama brasileiro deportado dos EUA

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Voo com 30 brasileiros deportados dos Estados Unidos pousou no aeroporto de Confins (MG)
Voo com 30 brasileiros deportados dos Estados Unidos pousou no aeroporto de Confins (MG)
  • Voo com 30 brasileiros deportados dos Estados Unidos pousou em Belo Horizonte

  • O primeiro a desembarcar reclamou da abordagem da imigração: "Tratam com desumanidade"

  • É o primeiro voo com brasileiros deportados desde a posse do presidente Joe Biden

O voo que trouxe 30 deportados brasileiros dos Estados Unidos pousou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na última sexta-feira (21). O primeiro a desembarcar, identificado apenas como Pedro, disse à imprensa que viajou algemado.

"Imigração trata as pessoas como eles querem. Tratam mal. Tratam com desumanidade", reclamou ele, que saiu de Governador Valadares (MG) em busca de uma vida melhor, mas acabou preso ao entrar nos Estados Unidos pela fronteira com o México. 

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Inicialmente, seriam 106 passageiros, segundo o portal G1. Segundo o Itamaraty, a redução se deu porque "alguns deportandos obtiveram judicialmente a suspensão da ordem de deportação". Além disso, outros foram submetidos a testes de detecção de Covid diferentes dos exigidos pela legislação brasileira para ingresso em território nacional.

É o primeiro voo com brasileiros deportados desde a posse do presidente norte-americano, Joe Biden, e o 23° com o mesmo objetivo. Ao todo, 1.225 pessoas foram deportadas desde 2019. Naquele ano, os voos de deportação foram intensificados "em razão do aumento das detenções de nacionais na fronteira Sul dos Estados Unidos", segundo o Itamaraty.

Aquele ano marcou a retomada de uma medida que não era aceita pelo Brasil desde 2006, quando o Ministério das Relações Exteriores alterou a política de trato de brasileiros no exterior. Mas, segundo o Itamaraty, houve voos com deportados também em 2017 e 2018, e a intensificação depois de 2019 não reflete "mudanças de política relativa aos voos".

Brasileiros que vieram dos EUA em voos anteriores relataram maus-tratos. Na chegada, um deles, que não quis se identificar, disse que muitos passaram fome durante a prisão. Homens, mulheres e crianças, de vários estados do país, desembarcaram apenas com a roupa do corpo, documentos e o que sobrou do dinheiro que levaram.

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