Trem da Linha 8-Diamante com passageiros descarrila e afeta transporte público em SP

Descarrilamento de trem afeta Linha 8-Diamante gera novos transtornos no transporte público de São Paulo - Foto: Reprodução/TV Globo
Descarrilamento de trem afeta Linha 8-Diamante gera novos transtornos no transporte público de São Paulo - Foto: Reprodução/TV Globo

Um descarrilamento de trem, na plataforma da estação Domingos de Moraes, no sentido Itapevi, na manhã desta quarta-feira (7), afeta usuários da Linha 8-Diamante. Segundo a ViaMobilidade, concessionária que administra a via, os passageiros que estavam no transporte foram retirados.

Por conta do problema, os trens não estão prestando serviço na plataforma da estação.

A linha 8-Diamante tem 22 estações e liga Júlio Prestes até Itapevi, com extensão até Amador Bueno. A concessionária informou que o caso ainda está em apuração com o centro de controle e não há detalhes sobre as causas do acidente.

As linhas 8 e 9, que eram da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foram concedidas em janeiro deste ano, e passaram a ser gerenciadas pela ViaMobilidade.

Diante das inúmeras falhas nas linhas, o Ministério Público propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à empresa. A promotoria diz ter provas suficientes para pedir na Justiça a suspensão do contrato da CPTM. O TAC, entretanto, não foi aceito pela ViaMobilidade.

Outros descarrilamentos

Em menos de uma semana, este é o segundo descarrilamento de trem da CPTM, que interrompe a prestação de serviço.

A outra interrupção aconteceu na Linha 12-Safira, 11-Coral e o Expresso Aeroporto, entre as estações Engenheiro Goulart e Tatuapé após o descarrilamento de um trem na madrugada do último sábado (3) próximo à estação Tatuapé.

Após três dias de caos, na manhã desta terça-feira (6), as linhas voltaram a operar normalmente. Desde a madrugada de sábado as linhas operavam com lentidão.

As causas do acidente, segundo a CPTM, serão investigadas pela companhia em conjunto com a MRS, por meio das Comissões Permanentes de Segurança em Sistemas Operacionais (COPESE) das duas empresas.

O vice-presidente da Associação Nacional do Transporte Público, Claudio Senna, explicou que trens de carga e de passageiros não deveriam utilizar os mesmos trilhos.

“Precisa resolver o problema da carga. A carga precisa de mais espaço, e precisa resolver o problema dos passageiros, que precisam ter uma ferrovia melhor ainda do que a CPTM é hoje, que tem limitações por causa desses acidentes e por causa das características da carga”, apontou.